quinta-feira, abril 06, 2006

 

Boletim "O Astral"

O ASTRAL
ANO XIII NÚMERO 146 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA ABRIL 2006
ÓRGÃO OFICIAL DE INFORMAÇÃO DO CENTRO ESPÍRITA ASTRAL SUPERIOR
RUA 5-A nº 352 - VILA ALEMÃ - RIO CLARO – SP CEP 13 506-662

Editorial
“Se a prece exerce uma espécie de ação magnética, poder-se-ia crer que seu efeito está subordinado à força fluídica, mas não é assim. Uma vez que os Espíritos exercem essa ação sobre os homens, eles suprem, quando isso seja necessário, a insuficiência daquele que ora, seja agindo diretamente em seu nome, seja lhe dando momentaneamente uma força excepcional, quando é julgado digno desse favor, ou que a coisa possa ser útil”.1

Muitos de nós ainda não reconhecemos os enormes benefícios do ato de orar. A prece é um recurso disponível a todos os seres humanos, em qualquer circunstância de vida. Com o estudo do Espiritismo, vamos deixando, pouco a pouco, o estado de simples crença para obtermos a compreensão das leis naturais. Aprendemos que, assim como estamos imersos na atmosfera (o ar que respiramos), estamos imersos, também, numa energia chamada - na Doutrina Espírita - de fluido cósmico universal. Essa energia é movimentada através do nosso pensamento e vontade, portanto, quando dirigimos o nosso pensamento a um determinado objetivo, uma corrente fluídica (ou energética) é formada fazendo veicular aquela informação. Desta forma, a prece é ouvida pelos Espíritos, em qualquer lugar em que eles se encontrem e eles, por sua vez, nos transmitem suas orientações. 3
“Pela prece, o homem chama para si o concurso dos bons espíritos, que vêm sustentá-los nas suas boas resoluções, e inspirar-lhes bons pensamentos; adquire, assim, a força moral necessária para vencer as dificuldades e reentrar no caminho reto se dele se afastou, assim como afastar de si os males que atrai por sua própria falta.”4

1 Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – Capítulo XXVII: Pedi e Obtereis, item 14.
2 Fluido Cósmico Universal: ver Capítulo XIV do livro “ A Gênese” de Allan Kardec.
3 Ver Capítulo XXVII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, item 10.
4 Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – Capítulo XXVII: Pedi e Obtereis, item 11.

Leia também:
Allan Kardec - O Livro dos Espíritos – Leis Morais – Capítulo II: “ Da prece” e VENHA ESTUDAR ESTE LIVRO COM A GENTE TODAS AS QUARTAS DAS 20H00 ÀS 21H30!
Como orar
A oração é um instrumento de ligação do ser com as energias transcendentes que sustentam o universo
Quando em prece, a alma se ilumina, e a mente começa a projetar ondas em freqüências incomensuráveis para nossos atuais meios de aferição. [...]
Para que seja convenientemente utilizada, a prece requer intimidade, silêncio e concentração. [...]
A oração é um mergulho do ser em si mesmo, em suas profundezas psíquicas, em busca do ponto principal de sua individualidade: o self, a “centelha divina”, o “raio consciente do pensamento de Deus”, o “princípio inteligente do universo”, ou seja, o fulcro central, estruturador e mantenedor do complexo individual, a parte pela qual o homem é “imagem e semelhança de Deus”, porque assim criado por Ele, que lhe imprimiu um quantum de Seus atributos naturais. Graças a essa “herança”, é que temos a condição da perfectibilidade. [...]
O cristão tem, na prece, o instrumento ideal para enriquecer-lhe a vida. Ela deve tornar-se um hábito [...] que termine por se transformar em estado mental permanente.
Trecho do livro “Ensina-nos a orar...” de
Djalma Motta Argollo (1997)
Atividades da Casa
ENTREVISTAS:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS
DAS 19h10 ÀS 19h50.
PALESTRAS E PASSES:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS ÀS 20h00.
BIBLIOTECA:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS
DAS 19h30 ÀS 21h30.
REUNIÃO DE ESTUDOS:
QUARTAS DAS 20h00 ÀS 21h30:
“O LIVRO DOS ESPÍRITOS”
Dom gratuito
A pesquisa experimental desde Rhine em 1930, vem comprovando que mediunidade não é aptidão mas sim, uma função normal da mente humana, que todo mundo (ou quase) tem. Se é verdade que existem famílias, e grupos sociais, mais propícios à mediunidade, não podemos confundir código genético com condicionamentos intra-uterinos, e com *cultura*. Mesmo no ventre, o bebê já vai sendo condicionado: ele escuta conversas, sente movimentos, tem sentimentos, assiste TV, pode não entender, mas participa de tudo. Por isso se diz que as crianças de hoje nascem mais inteligentes: as mães grávidas é que participam mais da vida social, antigamente eram reclusas, no silêncio, na penumbra, como se estivessem doentes, e hoje saem, trabalham...
A *cultura*, os valores sociais, também influem; uma sociedade como a nossa, que admite a mediunidade, gera médiuns; em outras culturas, seriam rejeitados como doentes. Esse estudo foi feito, um psicólogo pesquisou casos de dissociação, ''iguais'' em Nova Iorque e S.Paulo; a mulher em Nova Iorque sentia-se envergonhada e era tida como ''dupla personalidade''; o homem em SP sentia-se normal e era tido como ''médium''; estudos semelhantes mostram haver apenas uma diferença de perspectiva cultural, sendo ''enfermidade mental'' uma outra coisa. Doente mental é a pessoa não conseguir voltar da dissociação a qual, em si, é uma função normal da mente. A mediunidade é uma função normal da mente [uma faculdade] sujeita a manifestar-se ou não dependendo do percurso individual e social, os condicionamentos enfim. A segunda coisa é que devemos fazer ligeira distinção entre faculdade e aptidão (se bem que Rhine também fala em ''aptidão psíquica'').
A faculdade é dom, gratuito, gracioso, universal, desinteressado; a pessoa nada ganha ou perde com ela. Aptidão é dom, gratuito, gracioso, individual, interessado: a pessoa perde uma coisa e ganha outra, você não pode ser apto ao mesmo tempo para coisas que exijam estatura alta e estatura baixa. Ademais cada um tem sua aptidão específica. Ao oposto, todos possuem mais ou menos as mesmas faculdades. A ''aptidão psíquica'' deve ser entendida em sentido geral, ''faculdade mediúnica''. Isso significa: se mediunidade fosse aptidão no sentido estrito, a pessoa poderia ganhar dinheiro com ela, porque significaria ser inapta para outra coisa. Mas, a pessoa dotada de mediunidade pode ganhar dinheiro com ela?
“A mediunidade [é] (...) uma faculdade essencialmente móvel, fugidia e mutável, com cuja perenidade, pois, ninguém pode contar.” Constituiria, portanto, para o explorador, uma fonte absolutamente incerta de receitas, de natureza a poder faltar-lhe no momento exato em que fosse mais necessária.
Coisa diversa é o talento adquirido pelo estudo, pelo trabalho e que, por isso mesma, representa uma propriedade da qual é naturalmente legítimo, ao seu possuidor, tirar partido.
A mediunidade, porém, não é uma arte, nem um talento, pelo que não pode tornar-se uma profissão. Ela não existe sem o concurso dos Espíritos; faltando estes, já não há mediunidade. (...) Daí vem não haver no mundo um único médium capaz de garantir a obtenção de qualquer fenômeno espírita em dado instante. ''Explorar alguém a mediunidade é, conseguintemente, dispor de uma coisa da qual não é realmente dono. Afirmar o contrário é enganar a quem paga. (...) O médico dá o fruto de seus estudos, feitos, muita vez, à custa de sacrifícios penosos. O magnetizador dá o seu próprio fluido, por vezes até a sua saúde. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos; não tem o direito de vendê-lo. (...) Os Espíritos (...) se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam''. Allan Kardec, O evangelho segundo o espiritismo, CAPITULO XXVI, itens 8-10.
Paulo dias
http://geocities.yahoo.com.br/cepak2001br/mediunidade.htm

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