sábado, maio 06, 2006

 

O Astral Maio

O ASTRAL
ANO XIII NÚMERO 147 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA MAIO 2006
ÓRGÃO OFICIAL DE INFORMAÇÃO DO CENTRO ESPÍRITA ASTRAL SUPERIOR
RUA 5-A nº 352 - VILA ALEMÃ - RIO CLARO – SP CEP 13 506-662


Editorial
“Sabemos que os Espíritos estão longe de possuir a soberana ciência e que se podem enganar; que, por vezes, emitem idéias próprias, justas ou falsas; que os Espíritos superiores querem que o nosso julgamento se exercite em discernir o verdadeiro do falso, aquilo que é racional daquilo que é ilógico. É por isso que nada aceitamos de olhos fechados. Assim, não haveria ensino proveitoso sem discussão.”1

Oportuno pensamento de Kardec à respeito da qualidade das comunicações mediúnicas e do exercício constante de nosso discernimento em não simplesmente aceitar tudo o que vem da espiritualidade. Trata-se de uma orientação que se aplica a tudo na nossa vida, pois espíritos todos somos, encarnados ou desencarnados - a morte física só nos separa materialmente, pois nos influenciamos pelos pensamentos a todo instante. Se quisermos nos aprimorar em todos os sentidos é preciso que exercitemos a nossa inteligência em todos os campos do saber e busquemos sempre ampliar nossos horizontes através do contato nos grupos sérios e interessados também nessa tarefa de aprendizagem.
Lembrando que a “humanidade deve entrar numa fase nova, a do progresso moral”2 como dizia Kardec na conclusão do Livro dos Espíritos, precisamos fazer a nossa parte para que isso se concretize de fato: colocar todo o nosso discernimento e empenho na transformação da nossa própria postura de vida, buscando fazer as conexões necessárias entre aquilo que aprendemos na doutrina espírita (e em todos os campos do saber com o uso do discernimento que nos permite distinguir o que é coerente e válido do que não é) com os acontecimentos corriqueiros do dia-a-dia que nada mais são do que as verdadeiras provas do uso que fazemos da nossa inteligência.

Fonte:
1Revista Espírita, junho de 1862, - discurso de Allan Kardec na abertura do ano social, a 1º de abril de 1862, ed. Edicel.
2Allan Kardec - O Livro dos Espíritos, conclusão - item V.



Atividades da Casa
ENTREVISTAS:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS
DAS 19h10 ÀS 19h50.
PALESTRAS E PASSES:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS ÀS 20h00.
BIBLIOTECA:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS
DAS 19h30 ÀS 21h30.

REUNIÃO DE ESTUDOS:
QUARTAS DAS 20h00 ÀS 21h30:
“O LIVRO DOS ESPÍRITOS”
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NO SALÃO PRINCIPAL DO C. E. ASTRAL SUPERIOR ESTÃO À VENDA DIVERSOS PRODUTOS ARTESANAIS PARA CONTRIBUIR COM OS CUSTOS DAS CESTAS BÁSICAS. VENHA CONFERIR!

DEPARTAMENTO DE
ASSISTÊNCIA SOCIAL
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“A cada nova existência, o homem tem mais inteligência e pode melhor
distinguir o bem e o mal.”

Allan Kardec - Livro dos Espíritos


ESCOLHA DO LIVRO ESPÍRITA*
Alguns princípios básicos para reconhecimento do livro espírita:
- Para reconhecimento do Livro Espírita é preciso antes de mais nada observar se o mesmo mantém inalterados os princípios básicos da doutrina espírita.
- Além da questão doutrinária, que é a prioridade, é preciso observar se o texto em análise está livre de contradições, exageros, agressividade, presunção, exotismo, assuntos escabrosos, polêmicas e críticas destrutivas ou constrangedoras e se mantém uma lógica no encadeamento dos assuntos.
- Existem assuntos, também, já muito explorados e que nada acrescentam de novo.
- É fundamental buscar o bom senso. Não há outro recurso. Radicalismo não combina com Espiritismo. É necessário ser condescendente com as falhas de natureza humana. Não existe o livro perfeito, como não existe perfeição aqui na Terra. Até mesmo nos livros básicos existem pequeninas falhas. Tão pequenas e tão poucas que seria insensatez condená-los devido à sua importância capital.
[...]
Critérios e ponderações de Allan Kardec (declarados nas Revistas Espíritas – nov /1859/ maio /1863 - com os títulos "Deve publicar-se tudo quanto dizem os espíritos?" e "Exame das comunicações mediúnicas que nos enviam", igualmente válidos para os dias de hoje):
- Não aceitar cegamente tudo quanto vem do mundo oculto, submetê-lo a um controle severo;
- Ao lado das comunicações francamente más, outras há que são simplesmente triviais ou ridículas. Tais publicações têm o inconveniente de induzir ao erro às pessoas que não estão em condições de aprofundar-se e de discernir entre o verdadeiro e o falso;
- Há publicações que podem prejudicar essencialmente a causa que querem defender, em escala muito maior que os grosseiros ataques e as injúrias de certos adversários;
- O erro de certos autores é escrever sobre um assunto antes de tê-lo aprofundado suficientemente, dando lugar, assim, a uma crítica fundamentada por parte dos opositores;
- A importância que, pela publicidade é dada às comunicações do Espíritos inferiores, os atrai, os excita e os encoraja;
- Publicar sem exames, ou sem corretivos, tudo quanto vem, seria dar prova de pouco discernimento;
- Os bons espíritos ensinam mais ou menos a mesma coisa por toda a parte, porque em toda a parte há os mesmos vícios a reformar e as mesmas virtudes a pregar. Para apreciar as comunicações relativamente a publicidade, não podem ser vistas do seu ponto de vista, mas do público. Além de que certas pessoas podem ter ilusões relativamente ao mérito intrínseco, não se pensa que há centenas de lugares onde obtém coisas semelhantes, e o que é de poderoso interesse local pode ser banalidade para a massa;
- Com o passar do tempo, as comunicações adquiriram, sob todos os respeitos, proporções e qualidades que deixam muito para trás as que eram obtidas antes. Aquilo que então era admirado, parece pálido e mesquinho junto ao que se obtém hoje;
- Seria ilusão crer que toda mensagem deve encontrar leitores numerosos e entusiastas;- Os espíritas são imensamente mais numerosos do que no início, é verdade, mas são mais esclarecidos e querem ensinamentos mais substanciais;
- O que dizemos não é para desencorajar de fazer publicações. Longe disso. Mas para mostrar a necessidade de escolha rigorosa;
- Convém afastar tudo quanto, sendo de interesse privado, só interessa àqueles que lhe concerne;
- Também convém afastar tudo quanto é vulgar nas idéias, ou pueril nos assuntos;
- Uma coisa pode ser excelente em si mesma, muito boa para servir de instrução pessoal; mas o que deve ser entregue ao público exige condições especiais.
- Infelizmente o homem é inclinado a supor que tudo o que lhe agrada deve agradar aos outros;
- O mais hábil pode enganar-se; tudo está em enganar-se o menos possível. Há espíritos que se comprazem em alimentar essa ilusão em certos médiuns. Por isso nunca seria demais recomendar a estes não confiar em seu próprio julgamento. É nisso que os grupos são úteis; pela multiplicidade de opiniões que podem ser colhidas. Aquele que, neste caso, recusasse a opinião da maioria, julgando-se mais esclarecido que todos, provaria com superabundância a má influência sob a qual se acha;
- Não se publicar de maneira inconsiderável tudo quanto vem dos Espíritos;
- Ao lado de alguns bons pensamentos encontram-se, por vezes, idéias excêntricas e os traços menos equívocos da mais profunda ignorância. É nestas espécies de trabalhos mediúnicos que temos notado mais sinais de obsessão, dos quais um dos mais freqüentes é a injunção da parte do Espírito de os fazer imprimir;
- Todas as precauções são poucas para evitar as publicações lamentáveis. Em tais casos, mais vale pecar por excesso de prudência no interesse da causa;
- Uma consideração não menos importante é o da oportunidade. Umas há cuja publicação é intempestiva e, por isso mesmo, prejudicial. Cada coisa deve vir a seu tempo. Várias delas que nos são dirigidas estão neste caso e, posto que muito boas, devem ser adiadas.
[...]
*Fragmento extraído do texto do endereço eletrônico: www.shoppingcuiaba.com.br/site/feemt/escolha_do_livro.htm

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