sábado, janeiro 27, 2007

 

Encarnação e Responsabilidade

Encarnação e Responsabilidade

Encarnou no plano terrestre e sempre se dedicou ao trabalho.
Sabia da necessidade de ser útil.
Porém o tempo ia passando e atuando foi fazendo brotar em seu íntimo o espírito que era assim tudo o que houvera feito em sua vida pregressa aos poucos, foi ficando expresso em seus atos diários.
Sua vontade e luxuria logo se fez presente seu corpo tremia e sentia o auge dos prazeres mundanos que houvera, como vento na rocha corrompendo seu espírito fraco e vicioso.
De imediato largou sua família, o trabalho não mais o inspirava. Vivia afogado na ânsia dos prazeres do corpo; os amigos aos poucos o abandonavam e a solidão aumentava sua ânsia de postura sempre máscula e viril.
Via-se hoje na figura feminil fraca e desprotegida sem saber por onde ir ou estar entorpecido pelo prazer insaciável da carne. Eis a figura mais dramática de um ser que quase venceu.
Podemos fazer o que queremos, a responsabilidade de tudo o que praticamos é nossa.
Seja de bom ou de ruim.
A resultante de nossos atos na vida de relação, é o crédito ou débito de nossa conta corrente; na evolução intelectual e moral sua perfeição.
Importante salientar: todos os nossos pensamentos ainda que não transformados, são projetos que comparecem no mundo invisível. A nossa vontade íntima não declarada por vezes nem praticadas são também objeto de nossa responsabilidade espiritual às quais responderemos no momento oportuno dos nossos acertos, com a lei natural.
Por mais nos incomode a idéia, somos cientes e temos em mente toda essa questão de ressarcimento.
Não importa o grau ou patamar evolutivo em que nos encontramos, essa lei nós a temos na consciência.
Portanto façamos como nos dizem os bons espíritos e protetores, em nenhuma ocasião nos deixemos pegar na contra mão.
A encarnação do Espírito tem por finalidade dar-lhe oportunidade de reparar as suas viciações fazendo tudo ao seu alcance para melhorar-se.
A Doutrina Espírita nos oferece argumentos para discernir a respeito e sempre que pudermos devemos fazer com que os Seres à nossa volta –como nós mesmos– melhoremos.
Cada Ser é único e tem sua personalidade talhada através as várias oportunidades reencarnatórias, que lhes permite oportunidade de evolução transformando suas mazelas em virtudes.
Sempre teremos o auxilio de nosso protetor precisamos nos sensibilizar com suas sugestões. Sempre em nosso auxilio tendo em vista nos fazer melhores e mais forte.
Portanto, além de nos oferecer oportunidade de reparo aos nossos atos menos nobres e viciosos temos o amparo e o auxilio dos protetores assim como dos bons Espíritos. Nunca poderemos nos queixar de falta de sorte e nem da falta de orientação.
Não podemos esquecer também das comunicações dos Espíritos que sempre nos trazem alertas que ajudam a enfrentar as dificuldades próprias de nossa falta de força perante nossas viciações.
Luiz Gonzaga Scalzitti

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