sábado, agosto 04, 2007

 

MORTES COLETIVAS

Mortes Coletivas

A cada tempo e em seguida a um acidente de graves proporções vem à tona o assunto.
E alguns autores conservando o seu temperamento cristão ortodoxo, dizem as mais disparatadas coisas em relação e esquecem que morte coletiva no sentido exato da palavra quer dizer mortes provocadas por acidentes naturais de grandes proporções como o caso do tsunami.
Sem querer estabelecer mais intrigas vamos considerar que dizermos de própria idéia ou levados por psicografias muitas vezes levadas pela emoção do médium do que pela comunicação real de algum Espírito, certos acidentes têm na verdade como causa a falta ou erro humano.
Essas longas perorações de que é preciso que acidentes aconteçam para que a humanidade se lembre do deus de amor ou que espíritos endividados assim escolheram, é muita especulação. E repito levadas pela emoção ou mesmo comoção desequilibrada de certos Espíritas que não se dão ao trabalho de estudar a Codificação.
O tormento das grandes catástrofes tem por objetivo levar o maior número de Espíritos pois só assim seriam levados a mudarem suas atitudes refratarias, teimosas irredutíveis quanto à necessidade de avanço intelectual e moral por conseqüência.
Concorrem –as catástrofes- para o encaminhamento ao mundo espiritual grande número de espíritos desencarnados com o fim de ai -refletindo na erraticidade- retomarem o pé da questão e acondicionarem-se novamente às necessidades próprias. Além é claro de chamar a atenção dos que aqui ficam para o fato de que é obra de todos a questão da evolução moral.
Os acidentes considerados de monta têm por fim fazer com que Espíritos encarnados se associem para estudar a causa e resolver os problemas causadores para que não se de mais o mesmo. Mostrando assim o real envolvimento das pessoas com seus semelhantes de forma a demonstrar o avanço da consideração e amor para com o próximo.
É lógico que em meio aos flagelados devam estar Espíritos que tenham tido alguma culpa em outras oportunidades, mas não é questão única que assim devam ser esses espíritos. A idéia de ter que pagar é muito simplista e leva em conta a nossa maneira turva de apreciar as ocorrências sempre e m detrimento dos outros nunca com os nossos entes queridos. É nestas horas que vemos quanto somos orgulhosos ainda. Basta ver a forma mal educada que tratamos com as pessoas que tratam das informações aos familiares. Como se fossemos nós os únicos a sofrer a perda de entes queridos. Respeitamos o sofrimento das pessoas mas bem, que elas podiam entender que o ocorrido não foi provocado pelas pessoas que devem informar aos parentes - aliás pessoas com os mesmos sentimentos- em desespero.
Isso mostra o orgulho de que somos possuídos e ainda mais a pouca fé em encontrar alguém com vida, destratamos ao próximo. Lembramos -também de forma simplista- que devemos suportar as agruras da vida com resignação sem lamúrias pois do contrario nada sofremos. E então a lição deve ser refeita de outra oportunidade.
Isso deve ser de alguma forma assimilado principalmente pelos Espíritas e as orientações devem ser conduzidas de forma a estabelecer o objetivo doutrinário, qual seja o de libertar as pessoas pelo esclarecimento.
Para temermos Deus de forma a pensar que devemos em alguma época sofrer o castigo para sanar alguma divida anterior já existem doutrinas espiritualistas demais fazendo alarde desta inverdade.
Nós sofremos sim a conseqüência de nossa própria incúria. De nosso descaso com a vida. Das nossas ganâncias. Da falta de consideração para com o próximo.
Mas daí dizer que Deus castiga isso é mostrar que ainda não conhecemos a deus e nem à Doutrina.
As ocorrências em nosso plano são de verdade oportunidades que recebemos para repara o que nós entendemos que erramos segundo nossa própria compreensão. Se fosse de forma diferente – da nossa compreensão- seja lá o que for que n os obrigassem a fazer em pagamento, de nada adiantaria pois nosso entendimento não dá para aquilo. E ai nada adiantaria eu sofrer uma penalização para a qual eu não tenha formado idéia de que de fato eu sou o culpado.
Ainda há um fato que deva ser considerado. Os tormentos, as catástrofes, os dramas da vida são necessários ao avanço moral dos espíritos, mas ai daquele por quem venham essas ocorrências. Mas ai já é outra história.
Não nos esqueçamos o que morre é a “embalagem” o Espírito é imortal. E nós só analisamos as “embalagens” infelizmente.

Luiz Gonzaga

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