domingo, dezembro 09, 2007

 

Considerações reflexivas sobre o Animismo

Considerações reflexivas sobre o Animismo

A mediunidade tem aspectos inumeráveis quanto à sensibilidade possível ao Espírito encarnado, considerando o seu corpo material.
Uma das mais controversas e menos compreendidas mediunidades – devido a falta de conhecimento Doutrinário – é sem dúvida a Mediunidade Anímica. Geralmente confundida com mistificações, a Mediunidade Anímica pertence à Alma da forma como conceitua a questão do Espírito encarnado e produz fenômenos psíquicos e físicos:
[...Não esqueçamos que a denominação de “fenômenos mediúnicos” propriamente ditos designa um conjunto de manifestações supranormais, de ordem física e psíquica, que se produzem por meio de um “sensitivo” a quem é dado o nome de médium, por se revelar qual instrumento a serviço de uma vontade que não é a sua. Ora, essa vontade tanto pode ser a de um defunto, como a de um vivo. Quando a de um vivo atua desse modo, à distância, somente o pode fazer em virtude das mesmas faculdades espirituais que um defunto põe em jogo. Segue-se que as duas classes de manifestações resultam de naturezas idênticas, com a diferença, puramente formal, de que, quando elas se dão por obra de um vivo, entra na órbita dos “fenômenos anímicos” propriamente ditos, e de que, quando se verificam por obra de um defunto, entra na categoria, verdadeira e própria, dos fenômenos espíritas. Evidencia-se, portanto, que as duas classes de manifestações são complementares uma da outra, a tal ponto que o Espiritismo careceria de base, dado não existisse o Animismo.] 1
O Espírito ora encarnado, age de acordo com sua própria intuição e experiência no mundo espiritual pelo fato da sua emancipação anímica. Esta intuição, também mal compreendida e confundida com inspiração, visto que intuição é o ato próprio do conhecimento sedimentado do Espírito que adquire a capacidade de discernir, de ver claramente. E por sua vez, inspiração é a ação do estímulo ao pensamento inspirado, efeito de algo que nos vem em acréscimo daquela intuição que nos é própria.
De nada adiantaria ao Espírito que quer se comunicar passar algum conhecimento se no médium/ seu intermediário, não encontra nenhum conteúdo.
De acordo com Allan Kardec em “O Livro dos Médiuns”, o Anímico é a pessoa elétrica. Acompanhe a questão do “O Livro dos Médiuns” colocada abaixo:


As pessoas ditas elétricas podem ser consideradas médiuns?
Essas pessoas tiram de si mesmas o fluido necessário à produção dos fenômenos e podem agir sem auxílio dos Espíritos. Não são propriamente médiuns, no sentido exato da palavra. Mas pode ser também que um Espírito as assista e aproveite as suas disposições naturais. (fato que o torna médium)
(Teoria das manifestações físicas – 74 – item 20)


Considerando a resposta do Espírito a Kardec, atentemos para o que ocorre quando um Espírito encarnado quer passar um conhecimento a outro Espírito encarnado; “Mediunidade Anímica”. O Espírito encarnado usa a sua emancipação e através outro Espírito encarnado como intermediário, faz a sua comunicação; como considera Bozzano 1 no caso da comunicação anímica.
Utilizando-se ainda da sua liberdade, o espírito pode emancipar-se e relatar de modo próprio as ocorrências do mundo espiritual; este fenômeno é Anímico. Quando o Espírito relata algo da maneira que ele mesmo reconhece estar sendo orientado por um Espírito desencarnado, é como se o segundo fosse médium do primeiro.
Por isso ocorria o que observarmos na nota oportuna de Herculano Pires sobre a questão acima relatada:
“Ainda hoje se tenta negar a mediunidade alegando a existência dessas pessoas. Como se vê, o Espiritismo distingue perfeitamente a ação pessoal ou anímica dessas criaturas da impessoal dos médiuns. A sra. Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica, era uma dessas pessoas e quis negar a ação mediúnica nos fenômenos físicos, em virtude da sua capacidade de produzi-los.”2
“As comunicações mediúnicas entre vivos provam a realidade das comunicações mediúnicas com defuntos.” Ernesto Bozzano.1
Este foi de fato o resultado da academia de parapsicologia em seu intento de detratar as comunicações mediúnicas à época. No intento de detratar as comunicações espíritas acabaram comprovando a existência de algo mais no Homem. Algo que demonstrava a existência de um psiquismo que podia comunicar à distancia que recebeu a denominação de telepatia. Além desse fenômeno o de telecinesia que produzia movimento sem ação mecânica.
Concluindo o animismo é fato que ocorre entre os espíritos encarnados e pode ocorrer que um espírito encarnado tendo em vista a sua emancipação anímica pode referendar de próprio moto ocorrências do mundo espiritual. Esse fenômeno quando ocorre sem o concurso de um espírito desencarnado é denominado anímico e se auxiliado por um deles é denominado mediunidade anímica.
Bibliografia:
1- Animismo ou Espiritismo? Ernesto Bozzano 4ª edição FEB;
2- Livro dos Médiuns tradução de Herculano Pires 3ª ed FEESP 1992

Luiz Gonzaga

Comments: Postar um comentário



<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?