domingo, janeiro 20, 2008
Conseqüências religiosas das manifestações
Conseqüências religiosas das manifestações
Jornal O CLARIM
Redação – 20/01/2008
As almas ou Espíritos dos que aqui viveram constituem o mundo invisível que povoa o espaço e no meio do qual vivemos. Daí resulta que, desde que há homens, há Espíritos e que, se estes últimos têm o poder de manifestar-se, devem tê-lo tido em todas as épocas. É o que comprovam a história e as religiões de todos os povos. Entretanto, nestes últimos tempos, as manifestações dos Espíritos assumiram grande desenvolvimento e tomaram um caráter mais acentuado de autenticidade, porque estava nos desígnios da Providência pôr termo à praga da incredulidade e do materialismo, por meio de provas evidentes, permitindo que os que deixaram a Terra viessem atestar sua existência e revelar-nos a situação ditosa ou infeliz em que se encontravam. (1)
Estas palavras são de Kardec e se encontram em “Obras Póstumas”, no capítulo “Manifestações dos Espíritos”.
Prossegue o Codificador:
Vivendo o mundo visível em meio do mundo invisível, com o qual se acha em contato perpétuo, segue-se que eles reagem incessantemente um sobre o outro, reação que constitui a origem de uma imensidade de fenômenos, que foram considerados sobrenaturais, por se não lhes conhecer a causa.
A ação do mundo invisível sobre o mundo visível e reciprocamente é uma das leis, uma das forças da Natureza, tão necessária à harmonia universal quanto a lei de atração. (2)
Todas as religiões têm por base a existência de Deus e por fim o futuro do homem depois da morte. Esse futuro, que é de capital interesse para a criatura, se acha necessariamente ligado à existência do mundo invisível, pelo que o conhecimento desse mundo há constituído, desde todos os tempos, objeto de suas pesquisas e preocupações. A atenção do homem foi naturalmente atraída pelos fenômenos que tendem a provar a existência daquele mundo e nenhum houve jamais tão concludentes, como os das manifestações dos Espíritos por meio das quais os próprios habitantes de tal mundo revelaram suas existências. Por isso foi que esses fenômenos se tornam básicos para a maior parte dos dogmas de todas as religiões. (3)
Tendo instintivamente a intuição de uma potência superior, o homem foi sempre levado, em todos os tempos, a atribuir à ação direta dessa potência os fenômenos cuja causa lhe era desconhecida e que passavam, a seus olhos, por prodígios e efeitos sobrenaturais.Os fenômenos decorrentes da manifestação dos Espíritos forneceram, pela sua natureza mesma, larga contribuição aos fatos reputados maravilhosos. Tempo, contudo, viria em que, conhecida a lei que os rege, eles entrariam, como os outros, na ordem dos fatos naturais. Esse tempo chegou e o Espiritismo, dando a conhecer essa lei, apresentou a chave para a interpretação da maior parte das passagens incompreendidas das Escrituras sagradas que a isso aludem e dos fatos tidos por miraculosos. (4)
O caráter do fato miraculoso é ser insólito e excepcional; é uma derrogação das leis da Natureza. Desde, pois, que um fenômeno se reproduz em condições idênticas, segue-se que está submetido a uma lei e, então, já não é miraculoso. (5)
Deus prova melhor o seu poder e a sua grandeza por meio do admirável conjunto de suas leis do que por algumas infrações dessas mesmas leis.
Longe de perder qualquer coisa de sua autoridade por passarem os fatos qualificados de milagrosos à ordem dos fatos naturais, a religião somente pode ganhar com isso. (6)
Nenhuma crença religiosa pode infirmar os fatos que a Ciência comprova de modo peremptório. Não pode a religião deixar de ganhar em autoridade acompanhando o progresso dos conhecimentos científicos.
O Espiritismo, que se funde no conhecimento de leis até agora incompreendidas, não vem destruir os fatos religiosos, porém sancioná-los, dando-lhes uma explicação racional. (7)
Bibliografia: (1), (2), (3), (4), (5), (6) e (7) – “Obras Póstumas” – cap. “Manifestações dos Espíritos”.
http://www.oclarim.com.br/?id=7&tp_not=1&cod=174
Jornal O CLARIM
Redação – 20/01/2008
As almas ou Espíritos dos que aqui viveram constituem o mundo invisível que povoa o espaço e no meio do qual vivemos. Daí resulta que, desde que há homens, há Espíritos e que, se estes últimos têm o poder de manifestar-se, devem tê-lo tido em todas as épocas. É o que comprovam a história e as religiões de todos os povos. Entretanto, nestes últimos tempos, as manifestações dos Espíritos assumiram grande desenvolvimento e tomaram um caráter mais acentuado de autenticidade, porque estava nos desígnios da Providência pôr termo à praga da incredulidade e do materialismo, por meio de provas evidentes, permitindo que os que deixaram a Terra viessem atestar sua existência e revelar-nos a situação ditosa ou infeliz em que se encontravam. (1)
Estas palavras são de Kardec e se encontram em “Obras Póstumas”, no capítulo “Manifestações dos Espíritos”.
Prossegue o Codificador:
Vivendo o mundo visível em meio do mundo invisível, com o qual se acha em contato perpétuo, segue-se que eles reagem incessantemente um sobre o outro, reação que constitui a origem de uma imensidade de fenômenos, que foram considerados sobrenaturais, por se não lhes conhecer a causa.
A ação do mundo invisível sobre o mundo visível e reciprocamente é uma das leis, uma das forças da Natureza, tão necessária à harmonia universal quanto a lei de atração. (2)
Todas as religiões têm por base a existência de Deus e por fim o futuro do homem depois da morte. Esse futuro, que é de capital interesse para a criatura, se acha necessariamente ligado à existência do mundo invisível, pelo que o conhecimento desse mundo há constituído, desde todos os tempos, objeto de suas pesquisas e preocupações. A atenção do homem foi naturalmente atraída pelos fenômenos que tendem a provar a existência daquele mundo e nenhum houve jamais tão concludentes, como os das manifestações dos Espíritos por meio das quais os próprios habitantes de tal mundo revelaram suas existências. Por isso foi que esses fenômenos se tornam básicos para a maior parte dos dogmas de todas as religiões. (3)
Tendo instintivamente a intuição de uma potência superior, o homem foi sempre levado, em todos os tempos, a atribuir à ação direta dessa potência os fenômenos cuja causa lhe era desconhecida e que passavam, a seus olhos, por prodígios e efeitos sobrenaturais.Os fenômenos decorrentes da manifestação dos Espíritos forneceram, pela sua natureza mesma, larga contribuição aos fatos reputados maravilhosos. Tempo, contudo, viria em que, conhecida a lei que os rege, eles entrariam, como os outros, na ordem dos fatos naturais. Esse tempo chegou e o Espiritismo, dando a conhecer essa lei, apresentou a chave para a interpretação da maior parte das passagens incompreendidas das Escrituras sagradas que a isso aludem e dos fatos tidos por miraculosos. (4)
O caráter do fato miraculoso é ser insólito e excepcional; é uma derrogação das leis da Natureza. Desde, pois, que um fenômeno se reproduz em condições idênticas, segue-se que está submetido a uma lei e, então, já não é miraculoso. (5)
Deus prova melhor o seu poder e a sua grandeza por meio do admirável conjunto de suas leis do que por algumas infrações dessas mesmas leis.
Longe de perder qualquer coisa de sua autoridade por passarem os fatos qualificados de milagrosos à ordem dos fatos naturais, a religião somente pode ganhar com isso. (6)
Nenhuma crença religiosa pode infirmar os fatos que a Ciência comprova de modo peremptório. Não pode a religião deixar de ganhar em autoridade acompanhando o progresso dos conhecimentos científicos.
O Espiritismo, que se funde no conhecimento de leis até agora incompreendidas, não vem destruir os fatos religiosos, porém sancioná-los, dando-lhes uma explicação racional. (7)
Bibliografia: (1), (2), (3), (4), (5), (6) e (7) – “Obras Póstumas” – cap. “Manifestações dos Espíritos”.
http://www.oclarim.com.br/?id=7&tp_not=1&cod=174