sábado, março 01, 2008
Natureza das Comunicações
Natureza das Comunicações
Este é o título do capítulo dez de “O Livro dos Médiuns”, que trata com profundidade o aspecto da natureza das comunicações obtidas pelos médiuns. Trataremos especificamente da psicografia e da psicofonia, as modalidades mais comuns da comunicação mediúnica intelectual.
Considero destas a psicografia como a que apresenta melhor condição de estudo tendo em vista avaliar a natureza e classificar o Espírito comunicante, assim como a possível interpolação de idéias pelo médium. Estudar o aspecto mediúnico e das mediunidades tendo como causas a inspiração (do espírito) e o efeito (a interpretação do médium).
Como narra Allan Kardec no referido capítulo: “...todo efeito que revela na sua causa um ato de vontade livre, por insignificante que seja denuncia através dele uma causa inteligente.”
Fica estabelecido que esse efeito precisará ter alguma consistência e não podemos apelar para ele a todo instante tentando resolver as coisas materiais irrelevantes.
Precisamos sempre considerar a nossa condição de encarnados com uma tarefa tendo em vista nossa evolução devemos cumpri-la pelo nosso esforço.
Narra ainda: “...dos vários fenômenos que podemos considerar inteligente... cuja prática seria nula ou restrita.” “Não fosse o fato dessa inteligência comunicante se desenvolver no sentido de permitir uma troca regular de idéias, deixando de ser simples manifestações inteligentes para se transformarem em verdadeiras comunicações.”
A ação comunicante resultante da mediunidade precisa ter algo consistente que simples recados, para oferecer uma troca regular de idéias. E aí o estudo doutrinário tem peso e precisa ser considerado.
É inadmissível se colocar passivamente na reunião mediúnica para obter apenas fenômenos inteligentes sem nenhum rumo e sem objetivo maior do que os recadinhos.
A regularidade da troca de idéias é fundamental, além é claro da abrangência da comunicação. Então estudo e preparo do médium que deve dominar a sua condição, são determinantes para a credibilidade das comunicações, e da própria Doutrina.
É por isso que Kardec alerta para o que estudemos e tenhamos em mente a “Escala Espírita”, que é objeto de estudo em “O Livro dos Espíritos”; mais precisamente na questão de numero 100. Isso permite que médium e coordenadores do ensaio mediúnico aquilatem a natureza do Espírito que se comunica.
Daí a necessidade de analisar a comunicação segundo sua natureza como relata Kardec:
“Segundo suas características decisivas, elas se apresentam como: grosseiras, frívolas, sérias e instrutivas.”
Concluindo o nosso tema devemos considerar o fato que toda comunicação, embora inteligente, precisa ser analisada segundo a sua natureza e sua regularidade.
Fato muito relevante é o envolvimento doutrinário espírita do médium pois que a mediunidade não é exclusividade do Espiritismo. É bom lembrar, nem toda comunicação é Espírita, a qualidade de comunicador mediúnico está disseminada entre os povos desde a mais remota antiguidade o que é considerado mediunismo (profecia, magia, oráculo, etc.).
Comunicações grosseiras ou frívolas não nos enganam sabemos a classe de espírito que delas participam.
Precisamos estar atentos às comunicações sérias pois os Espíritos podem ser sérios mas isto não o qualifica pois entre nós há homens sérios que são imorais, assim também no mundo dos desencarnados.
Com as comunicações instrutivas por contrapartida, precisamos ter cuidado com o médium além do espírito comunicante. O médium pelo seu nível para instrução que recebe. E do espírito pelo fato de os haver de grande capacidade intelectual porém de moral não tanto.
Quando o médium e o espírito estão à altura do fato não devemos nos deixar extasiar e nem nos darmos importância maior por aquilo que não sabíamos, e fomos intermediários tão somente. Precisaremos do cuidado de estudar apuradamente o fato, para não nos envaidecer.
Daí a determinação de termos um grupo mediúnico coeso e estudioso, interessado em se esclarecer intelectualmente e doutrinariamente.
Mesmo assim nem tudo o que se obtém através o fenômeno mediúnico deve ser publicado sem antes submetê-los a outros centros de estudos. Precisamos conotar com a obra e com a ciência.
Fica aqui um alerta o fenômeno mediúnico é muito mais de que simples recadinhos do além, é ferramenta de progresso continuo a bem da Humanidade como um todo seja qual for sua profissão de fé.
A comunicação mediúnica tem por finalidade somar conhecimentos que possam amenizar os sofrimentos Humanos, assim como, receber nossa colaboração intelectual. Tem ainda por finalidade semear a moral entre os homens fortificando os laços fraternos da grande Família Espiritual que somos através a concórdia e a harmonia.
Lembremos que mesmo inexistente o mundo material o Espiritual existirá sempre.
A comunicação nem sempre é de efeito estrondoso e a mais simples e objetiva é que guarda grandes ensinamentos.
Bibliografia: O Livro dos Médiuns; O livro dos Espíritos.
Luiz Gonzaga
Este é o título do capítulo dez de “O Livro dos Médiuns”, que trata com profundidade o aspecto da natureza das comunicações obtidas pelos médiuns. Trataremos especificamente da psicografia e da psicofonia, as modalidades mais comuns da comunicação mediúnica intelectual.
Considero destas a psicografia como a que apresenta melhor condição de estudo tendo em vista avaliar a natureza e classificar o Espírito comunicante, assim como a possível interpolação de idéias pelo médium. Estudar o aspecto mediúnico e das mediunidades tendo como causas a inspiração (do espírito) e o efeito (a interpretação do médium).
Como narra Allan Kardec no referido capítulo: “...todo efeito que revela na sua causa um ato de vontade livre, por insignificante que seja denuncia através dele uma causa inteligente.”
Fica estabelecido que esse efeito precisará ter alguma consistência e não podemos apelar para ele a todo instante tentando resolver as coisas materiais irrelevantes.
Precisamos sempre considerar a nossa condição de encarnados com uma tarefa tendo em vista nossa evolução devemos cumpri-la pelo nosso esforço.
Narra ainda: “...dos vários fenômenos que podemos considerar inteligente... cuja prática seria nula ou restrita.” “Não fosse o fato dessa inteligência comunicante se desenvolver no sentido de permitir uma troca regular de idéias, deixando de ser simples manifestações inteligentes para se transformarem em verdadeiras comunicações.”
A ação comunicante resultante da mediunidade precisa ter algo consistente que simples recados, para oferecer uma troca regular de idéias. E aí o estudo doutrinário tem peso e precisa ser considerado.
É inadmissível se colocar passivamente na reunião mediúnica para obter apenas fenômenos inteligentes sem nenhum rumo e sem objetivo maior do que os recadinhos.
A regularidade da troca de idéias é fundamental, além é claro da abrangência da comunicação. Então estudo e preparo do médium que deve dominar a sua condição, são determinantes para a credibilidade das comunicações, e da própria Doutrina.
É por isso que Kardec alerta para o que estudemos e tenhamos em mente a “Escala Espírita”, que é objeto de estudo em “O Livro dos Espíritos”; mais precisamente na questão de numero 100. Isso permite que médium e coordenadores do ensaio mediúnico aquilatem a natureza do Espírito que se comunica.
Daí a necessidade de analisar a comunicação segundo sua natureza como relata Kardec:
“Segundo suas características decisivas, elas se apresentam como: grosseiras, frívolas, sérias e instrutivas.”
Concluindo o nosso tema devemos considerar o fato que toda comunicação, embora inteligente, precisa ser analisada segundo a sua natureza e sua regularidade.
Fato muito relevante é o envolvimento doutrinário espírita do médium pois que a mediunidade não é exclusividade do Espiritismo. É bom lembrar, nem toda comunicação é Espírita, a qualidade de comunicador mediúnico está disseminada entre os povos desde a mais remota antiguidade o que é considerado mediunismo (profecia, magia, oráculo, etc.).
Comunicações grosseiras ou frívolas não nos enganam sabemos a classe de espírito que delas participam.
Precisamos estar atentos às comunicações sérias pois os Espíritos podem ser sérios mas isto não o qualifica pois entre nós há homens sérios que são imorais, assim também no mundo dos desencarnados.
Com as comunicações instrutivas por contrapartida, precisamos ter cuidado com o médium além do espírito comunicante. O médium pelo seu nível para instrução que recebe. E do espírito pelo fato de os haver de grande capacidade intelectual porém de moral não tanto.
Quando o médium e o espírito estão à altura do fato não devemos nos deixar extasiar e nem nos darmos importância maior por aquilo que não sabíamos, e fomos intermediários tão somente. Precisaremos do cuidado de estudar apuradamente o fato, para não nos envaidecer.
Daí a determinação de termos um grupo mediúnico coeso e estudioso, interessado em se esclarecer intelectualmente e doutrinariamente.
Mesmo assim nem tudo o que se obtém através o fenômeno mediúnico deve ser publicado sem antes submetê-los a outros centros de estudos. Precisamos conotar com a obra e com a ciência.
Fica aqui um alerta o fenômeno mediúnico é muito mais de que simples recadinhos do além, é ferramenta de progresso continuo a bem da Humanidade como um todo seja qual for sua profissão de fé.
A comunicação mediúnica tem por finalidade somar conhecimentos que possam amenizar os sofrimentos Humanos, assim como, receber nossa colaboração intelectual. Tem ainda por finalidade semear a moral entre os homens fortificando os laços fraternos da grande Família Espiritual que somos através a concórdia e a harmonia.
Lembremos que mesmo inexistente o mundo material o Espiritual existirá sempre.
A comunicação nem sempre é de efeito estrondoso e a mais simples e objetiva é que guarda grandes ensinamentos.
Bibliografia: O Livro dos Médiuns; O livro dos Espíritos.
Luiz Gonzaga