sábado, outubro 04, 2008
O Astral
O ASTRAL
Ano XV – Número 176– Distribuição Gratuita –Outubro 2008
Órgão Oficial de Informação do Centro Espírita Astral Superior
Declarado de utilidade pública municipal pela Lei 2.076 de 09 de outubro de 1986
Rua 5-A nº 352 – Vila Alemã – Rio Claro – SP CEP 13 506-662
Aniversário de Léon Denizard
A Família Espírita comemora neste 03 de Outubro o aniversário de Hippolyte Léon Denizard Rivail, Allan Kardec.e o melhor que se poderia fazer é dar força aos estudos da sua Obra nos livros que ele fundamentou a Filosofia Espírita, além dos subsidiários contidos na Revista espírita por ele editada nos seus doze anos.
É onde poderemos reconhecer o caráter e a cultura de que era provido o Mestre Lionês.
A educação é uma ciência
Leia com atenção e veja idéia do então jovem de 24 anos Denizard e compare com as propostas atuais de Educação.
Educar é uma questão de saber extrair não imputar cultura. Lembre somos todos Espíritos.
Em junho de 1828, assinado por H. L. D. Rivail, discípulo de Pestalozzi, saía a público o "Plan proposé pour l’amélioration de l’éducation publique" (64), o primeiro trabalho em que o autor procura contribuir, da maneira mais elevada e racional, junto ao Parlamento francês, para que se obtivessem melhores resultados no ensino público dado às crianças, propondo, ainda, a criação de uma "Escola teórica e prática de Pedagogia", com três anos de duração, e onde "se estudaria tudo que diz respeito à arte de formar os homens".
Nas 56 páginas desse "Plano", que, na apreciação dos entendidos, "contém excelentes coisas", Rivail desenvolveu, em especial, a idéia de que a educação deve ser considerada como uma ciência. "Pode-se" — diz ele numa passagem que lhe resume a tese — "concluir, do que foi exposto, que: 1") a educação é uma ciência bem caracterizada; 2") se são pouquíssimas as pessoas que a encaram sob o seu verdadeiro aspecto, isto ocorre devido à ausência de estudos especiais sobre o assunto; 3") o atraso da educação deve ser atribuído ao fato de que há poucas pessoas em condições de apreciar ao mesmo tempo o verdadeiro objetivo da educação, o que ela é, o que poderia ser, e, por conseguinte, o que se precisaria fazer para melhorá-la. Está atualmente a educação no estado em que, há um século, se achava a química. É ela uma ciência ainda não constituída e cujas bases são ainda incertas.")
E Rivail, após outras considerações, declarava: "Três coisas me parecem de necessidade absoluta para a melhoria da educação em geral, a saber: lo) a organização de estudos especiais relacionados com a arte da educação, ou, em outras palavras, o estabelecimento de escolas pedagógicas; 2o) a alteração do plano dos estudos clássicos; 3o) a isenção da obrigatoriedade em que se acham os "chefs d'institution" de conduzir seus alunos aos cursos dos colégios reais, obrigação mui prejudicial, visto que os institutores ficam forçados, a seu malgrado, a se entregarem à rotina."
Por intermédio desta obra e de outras subseqüentes, ficamos sabendo que, pelo menos de 1828 a 1831, Denizard Rivail residiu à rua de Vaugirard no 65, não nos tendo sido possível averiguar se ele ainda morava, antes de 1828, à rua da Harpa n' 117 (66).
No longo discurso que Pestalozzi pronunciou diante do corpo docente e discente do Instituto de Yverdon, em 12 de janeiro de 1818, dia do seu 729 aniversário, discurso, aliás, dos mais importantes e curiosos, no qual sua doutrina educativa e filantrópica se acha exposta com mais vivacidade e clareza, ele explica o papel do educador, que, a seu ver, deve preservar e assistir o desenvolvimento das energias saudáveis da criança, como o jardineiro preserva e assiste o crescimento da planta.
A imagem de Pestalozzi (jardineiro = professor), no discurso que comoveu todo o auditório pela grandeza d’alma estereotipada em cada trecho, ficou gravada no espírito do jovem Rivail, que dela se serviu por diversas vezes.
Ele a expõe e desenvolve no seu "Plano", a brochura que estamos superficialmente analisando, e considera importantíssimo que o institutor, com método e amor, busque evitar que a criança tenha ocasião ou meios de praticar o mal. Segundo escreve Piaget, Pestalozzi retornara, no último período de sua vida de educador, às noções correntes de que a criança contém em si todo o adulto, aceitando, inclusive, as doutrinas do pre-formismo mental. O pedagogo suíço admitia que a criança, desde a mais tenra idade, possuía, em germe, a razão com os sentimentos morais. Por isso é que Rivail, como discípulo de Pestalozzi, observava, na obra em apreço, a necessidade de fazer desabrochar na criança os germes das virtudes e de reprimir os do vício, acrescentando que se podem transmitir ao educando, mediante adequada educação, as impressões próprias ao desenvolvimento das virtudes.
Rivail propunha-se aprofundar esses assuntos numa "obra completa de Pedagogia" que ele tinha o propósito de escrever. É lamentável que essa obra jamais viesse a público. Sem dúvida, a falta de tempo foi o principal empecilho à projetada aspiração de Rivail, e é pena, porque nos sobra a certeza de que tal obra seria inscrita, com altos elogios, nos anais da Pedagogia mundial.
Ainda no "Plano" de 1828, seu autor condena as punições corporais, afirmando que não é com uma vara que se pode levar a criança a amar o trabalho e a virtude. Noutro trecho, denuncia aqueles homens que, só por saberem um pouco de latim, deixam as suas aldeias e se aventuram à educação dos jovens, sem possuírem condições para isso. Frisando que os meios para levar a efeito essa educação constituem uma ciência bem definida, Rivail encarecia a necessidade de estudá-la para se ser institutor, "do mesmo modo que se estuda medicina para se ser médico".
Nessa mesma obra, escrita no entusiasmo dos 24 anos de idade, ele dizia, com enaltecimento às ciências, que o estudioso destas "rirá da credulidade supersticiosa dos ignorantes... Não mais crera em almas do outro mundo e em fantasmas. Não mais tomará fogos-fátuos por espíritos". Ignorando as leis naturais que regem essas aparições, aparentemente contrárias aos postulados científicos, sua razão as repelia, arrolando-as entre as crendices populares.
Vê-se, por aí, que Rivail já era, na adolescência, uma criatura positiva, confiante no valor e na eficácia da ciência, e foi com este espírito que mais tarde investigaria o fenômeno das mesas girantes e falantes, e, de maneira racional, acabaria reconhecendo a realidade da manifestação dos Espíritos, ou seja, das almas dos chamados mortos, contrariando, ainda dentro daquela lealdade científica que sempre o caracterizou, o que escrevera no passado.
Allan Kardec – Meticulosa Pesquisa Bibliográfica
Zeus Wantuil e Francisco Thiessen – Ed. F.E.B.
PALESTRANTES DO MÊS
Terça Feira
Sexta Feira
07 10 08 Maria J. Bianchi
03 10 08 Silvia Pessenda
14 10 08 Marlene Padulla
10 10 08 Marília Coelho
21 10 08 Luiz G. Scalzitti
17 10 08 Sérgio Desiderá
23 10 08 J.L. Polese
24 10 08 Luzia J. Piolli
31 10 08 Sizulei A. Müller
ATIVIDADES DA CASA
ENTREVISTAS:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS
DAS 19h10 ÀS 19h50.
PALESTRAS E PASSES:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS ÀS 20h00.
BIBLIOTECA:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS
DAS 19h30 ÀS 21h30.
REUNIÃO DE ESTUDOS
QUARTAS DAS 20h00 ÀS 21h30:
“O LIVRO DOS MÉDIUNS”
SUGESTÕES: lzgonzaga@yahoo.com.br
BAZAR NO SÁBADO DIA 11 DE OUTUBRO
FAREMOS REALIZAR O BAZAR ÀS 14 HORAS NA RUA 5 A 352 VILA ALEMÃ SEDE DO CENTRO
ACEITAMOS COLABORAÇÕES E AJUDA NO DIA
Ano XV – Número 176– Distribuição Gratuita –Outubro 2008
Órgão Oficial de Informação do Centro Espírita Astral Superior
Declarado de utilidade pública municipal pela Lei 2.076 de 09 de outubro de 1986
Rua 5-A nº 352 – Vila Alemã – Rio Claro – SP CEP 13 506-662
Aniversário de Léon Denizard
A Família Espírita comemora neste 03 de Outubro o aniversário de Hippolyte Léon Denizard Rivail, Allan Kardec.e o melhor que se poderia fazer é dar força aos estudos da sua Obra nos livros que ele fundamentou a Filosofia Espírita, além dos subsidiários contidos na Revista espírita por ele editada nos seus doze anos.
É onde poderemos reconhecer o caráter e a cultura de que era provido o Mestre Lionês.
A educação é uma ciência
Leia com atenção e veja idéia do então jovem de 24 anos Denizard e compare com as propostas atuais de Educação.
Educar é uma questão de saber extrair não imputar cultura. Lembre somos todos Espíritos.
Em junho de 1828, assinado por H. L. D. Rivail, discípulo de Pestalozzi, saía a público o "Plan proposé pour l’amélioration de l’éducation publique" (64), o primeiro trabalho em que o autor procura contribuir, da maneira mais elevada e racional, junto ao Parlamento francês, para que se obtivessem melhores resultados no ensino público dado às crianças, propondo, ainda, a criação de uma "Escola teórica e prática de Pedagogia", com três anos de duração, e onde "se estudaria tudo que diz respeito à arte de formar os homens".
Nas 56 páginas desse "Plano", que, na apreciação dos entendidos, "contém excelentes coisas", Rivail desenvolveu, em especial, a idéia de que a educação deve ser considerada como uma ciência. "Pode-se" — diz ele numa passagem que lhe resume a tese — "concluir, do que foi exposto, que: 1") a educação é uma ciência bem caracterizada; 2") se são pouquíssimas as pessoas que a encaram sob o seu verdadeiro aspecto, isto ocorre devido à ausência de estudos especiais sobre o assunto; 3") o atraso da educação deve ser atribuído ao fato de que há poucas pessoas em condições de apreciar ao mesmo tempo o verdadeiro objetivo da educação, o que ela é, o que poderia ser, e, por conseguinte, o que se precisaria fazer para melhorá-la. Está atualmente a educação no estado em que, há um século, se achava a química. É ela uma ciência ainda não constituída e cujas bases são ainda incertas.")
E Rivail, após outras considerações, declarava: "Três coisas me parecem de necessidade absoluta para a melhoria da educação em geral, a saber: lo) a organização de estudos especiais relacionados com a arte da educação, ou, em outras palavras, o estabelecimento de escolas pedagógicas; 2o) a alteração do plano dos estudos clássicos; 3o) a isenção da obrigatoriedade em que se acham os "chefs d'institution" de conduzir seus alunos aos cursos dos colégios reais, obrigação mui prejudicial, visto que os institutores ficam forçados, a seu malgrado, a se entregarem à rotina."
Por intermédio desta obra e de outras subseqüentes, ficamos sabendo que, pelo menos de 1828 a 1831, Denizard Rivail residiu à rua de Vaugirard no 65, não nos tendo sido possível averiguar se ele ainda morava, antes de 1828, à rua da Harpa n' 117 (66).
No longo discurso que Pestalozzi pronunciou diante do corpo docente e discente do Instituto de Yverdon, em 12 de janeiro de 1818, dia do seu 729 aniversário, discurso, aliás, dos mais importantes e curiosos, no qual sua doutrina educativa e filantrópica se acha exposta com mais vivacidade e clareza, ele explica o papel do educador, que, a seu ver, deve preservar e assistir o desenvolvimento das energias saudáveis da criança, como o jardineiro preserva e assiste o crescimento da planta.
A imagem de Pestalozzi (jardineiro = professor), no discurso que comoveu todo o auditório pela grandeza d’alma estereotipada em cada trecho, ficou gravada no espírito do jovem Rivail, que dela se serviu por diversas vezes.
Ele a expõe e desenvolve no seu "Plano", a brochura que estamos superficialmente analisando, e considera importantíssimo que o institutor, com método e amor, busque evitar que a criança tenha ocasião ou meios de praticar o mal. Segundo escreve Piaget, Pestalozzi retornara, no último período de sua vida de educador, às noções correntes de que a criança contém em si todo o adulto, aceitando, inclusive, as doutrinas do pre-formismo mental. O pedagogo suíço admitia que a criança, desde a mais tenra idade, possuía, em germe, a razão com os sentimentos morais. Por isso é que Rivail, como discípulo de Pestalozzi, observava, na obra em apreço, a necessidade de fazer desabrochar na criança os germes das virtudes e de reprimir os do vício, acrescentando que se podem transmitir ao educando, mediante adequada educação, as impressões próprias ao desenvolvimento das virtudes.
Rivail propunha-se aprofundar esses assuntos numa "obra completa de Pedagogia" que ele tinha o propósito de escrever. É lamentável que essa obra jamais viesse a público. Sem dúvida, a falta de tempo foi o principal empecilho à projetada aspiração de Rivail, e é pena, porque nos sobra a certeza de que tal obra seria inscrita, com altos elogios, nos anais da Pedagogia mundial.
Ainda no "Plano" de 1828, seu autor condena as punições corporais, afirmando que não é com uma vara que se pode levar a criança a amar o trabalho e a virtude. Noutro trecho, denuncia aqueles homens que, só por saberem um pouco de latim, deixam as suas aldeias e se aventuram à educação dos jovens, sem possuírem condições para isso. Frisando que os meios para levar a efeito essa educação constituem uma ciência bem definida, Rivail encarecia a necessidade de estudá-la para se ser institutor, "do mesmo modo que se estuda medicina para se ser médico".
Nessa mesma obra, escrita no entusiasmo dos 24 anos de idade, ele dizia, com enaltecimento às ciências, que o estudioso destas "rirá da credulidade supersticiosa dos ignorantes... Não mais crera em almas do outro mundo e em fantasmas. Não mais tomará fogos-fátuos por espíritos". Ignorando as leis naturais que regem essas aparições, aparentemente contrárias aos postulados científicos, sua razão as repelia, arrolando-as entre as crendices populares.
Vê-se, por aí, que Rivail já era, na adolescência, uma criatura positiva, confiante no valor e na eficácia da ciência, e foi com este espírito que mais tarde investigaria o fenômeno das mesas girantes e falantes, e, de maneira racional, acabaria reconhecendo a realidade da manifestação dos Espíritos, ou seja, das almas dos chamados mortos, contrariando, ainda dentro daquela lealdade científica que sempre o caracterizou, o que escrevera no passado.
Allan Kardec – Meticulosa Pesquisa Bibliográfica
Zeus Wantuil e Francisco Thiessen – Ed. F.E.B.
PALESTRANTES DO MÊS
Terça Feira
Sexta Feira
07 10 08 Maria J. Bianchi
03 10 08 Silvia Pessenda
14 10 08 Marlene Padulla
10 10 08 Marília Coelho
21 10 08 Luiz G. Scalzitti
17 10 08 Sérgio Desiderá
23 10 08 J.L. Polese
24 10 08 Luzia J. Piolli
31 10 08 Sizulei A. Müller
ATIVIDADES DA CASA
ENTREVISTAS:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS
DAS 19h10 ÀS 19h50.
PALESTRAS E PASSES:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS ÀS 20h00.
BIBLIOTECA:
TERÇAS E SEXTAS FEIRAS
DAS 19h30 ÀS 21h30.
REUNIÃO DE ESTUDOS
QUARTAS DAS 20h00 ÀS 21h30:
“O LIVRO DOS MÉDIUNS”
SUGESTÕES: lzgonzaga@yahoo.com.br
BAZAR NO SÁBADO DIA 11 DE OUTUBRO
FAREMOS REALIZAR O BAZAR ÀS 14 HORAS NA RUA 5 A 352 VILA ALEMÃ SEDE DO CENTRO
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