quarta-feira, maio 08, 2013
O ASTRAL
O
ASTRAL
Ano
XX – Número 230– Distribuição Gratuita – Maio 2013
Órgão
Oficial de Informação do Centro Espírita Astral Superior
Declarado
de utilidade pública municipal pela Lei 2.076 de 09 de Outubro de 1986
Rua
5-A nº 352 – Vila Alemã – Rio Claro – SP CEP 13 506-662
As inverdades científicas
publicadas por Allan Kardec.
Para melhor compreender a
obra de Allan Kardec.
A obra de Allan Kardec,
escrita de conformidade com a “Generalidade e Concordância dos Espíritos”
intitula-se: “O Livro dos Espíritos”. Nesta mesma ocasião, Allan Kardec começa
a escrever uma Revista Mensal, intitulada: “Revista Espírita”. Esta revista
servia como laboratório para que Alan Kardec enviasse ao seu público as
mensagens recebidas dos espíritos e sujeitas à confirmação por outras fontes
procedentes de outros espíritos e médiuns dos diversos grupos.
Às demais obras, Allan
Kardec adicionou ao nome “segundo o espiritismo”. Porque a única que atendia a
condição de “Generalidade e Concordância dos Espíritos” era “O Livro dos
Espíritos”. As demais por serem escritas atendendo os conceitos contidos no
Livro dos Espíritos e não contendo nenhuma informação que o contestasse, eram
ditas “Segundo o Espiritismo”.
Qualquer espírita que já
leu a Revista Espírita, por inteiro, observou que muitas informações ali
contidas, ou estão desatualizadas em relação aos conceitos científicos modernos
ou mesmo desmentidas por descobertas da ciência atual. Como eu gosto muito da
área de Astronomia e sempre procurei ler sobre o assunto, este foi o campo onde
detectei as informações a serem revistas, segundo o próprio Kardec, quando a
Ciência mostrasse ao contrário daquilo que os espíritos afirmavam como opinião
isolada de um determinado assunto.
Alguns destes artigos
publicados na Revista Espírita foram posteriormente publicados na Gênese
(Segundo o Espiritismo) e isto tem sido motivo de críticas por parte de pessoas
em artigos que são publicados principalmente na Internet. E estes artigos fazem
colocações como se os Espíritas acreditassem cegamente e não tivessem
consciência deste fato. Vou mencionar duas informações que não estão publicadas
em lugar nenhum, como evidência de que nós espíritas temos consciência daquilo
que examinamos. Como fato científico desmentido pela ciência menciono a questão
dos cometas que segundo Kardec não ocasionariam nenhum problema se colidissem
com a Terra pois seriam blocos de gelo que se derreteriam ao entrar na
atmosfera terrestre. (Esta catalogado no Vade Mecum Espírita). Como fato
comprovado pela Ciência, os espíritos há mais de 150 anos afirmaram que se
estivéssemos no solo de mercúrio enxergaríamos um céu escuro e a Ciência
confirmou o fato.
Algumas editoras tem
adotado a prática de, em nota de rodapé, esclarecer todas as informações que,
ou estão desatualizados porque a própria ciência se atualizou ou alguma opinião
dada por algum espírito na época e desmentida cientificamente á posteriori.
Nunca nos esquecendo de que há bem pouco tempo atrás, a medicina usava o
processo de trepanação como uma verdade científica e hoje, graças a Deus.
Sem sombra de dúvida, todas
estas críticas denotam que se há 5% da obra que esta sendo contestada como
inverdade ou não comprovada, há 95% cuja racionalidade superou 153 anos de
avanço científico. E para se fazer ideia de quanto tempo isto representa; há 50
anos eu levantava as 4h para buscar leite na chácara de boião e a empregada
começava a acender o fogão à lenha para tomarmos o café as 7h da manhã. Hoje,
este processo que demorava 3h leva somente 1 min. E gera o seguinte diálogo:
‒ Filho, pegue o leite na
geladeira, por favor!
‒ Ah Pai! Tudo eu! Tudo eu!
Autor: Luiz Pessoa
Guimarães
Fonte: Vade Mecum Espírita
“Deus meu,
Deus meu, por que me desamparaste?”
A compreensão desta passagem implica no estudo e
conhecimento prévio do Salmo 22. Neste Salmo, vemos o médium (Davi),
descrevendo com suas palavras e sentimentos a visão profética do evento da
Crucificação, algumas dezenas de séculos antes da ocorrência do mesmo.
No Salmo 22, v 1 são estas as expressões do
Salmista: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?, por que te alongas das
palavras do meu bramido, e não me auxilias.”. v 16 “….traspassaram-me as mãos e
os pés.”. v 18 “Repartem entre si os meus vestidos, e lançam sortes sobre a
minha túnica.” Aqui estão registradas as impressões do médium diante de sua
visão: o Filho de Deus enviado ao mundo para salvar o povo de Deus, sendo morto
na cruz. Deus o desamparou e em consequência conseguiram matá-lo. Deus não
conseguiu evitar e a expressão foi a decepção de Davi em função daquilo que ele
via, um profeta sendo desamparado por Deus: “Deus meu, Deus meu, por que me
desamparaste?” Palavras de Davi procurando interpretar o sentimento do profeta
que estaria sendo crucificado.
Nos Evangelhos de Mateus 27,v 46 e Marcos 15, v 4
temos o registro da expressão “Meu Deus, Meu Deus, por que me desamparaste?”.
Nos Evangelhos de Lucas 23, v 46 e S. João 19,v 30 não há o registro desta
expressão. Nos quatro evangelhos, Mateus 27, v 35; Marcos 15, v 24; Lucas 23, v
34 e S. João 19, v 24 são registradas as cenas referentes à disputa da túnica
pelos soldados romanos, confirmando a visão profética do médium Davi.
Jesus já em outras ocasiões evocara a Escritura
pois se utiliza dos valores e referências judaicas; a Lei, a Escritura, O
Tanach. Em João 10, v 33 a 36 “Os Judeus responderam, dizendo-lhe: Não te
apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia porque sendo tu homem, te
fazes Deus a ti mesmo. Respondeu-lhes Jesus: Não esta escrito na vossa lei: Eu
disse: Sois deuses?. Pois se a lei chamou deuses aqueles a quem a palavra de
Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada). Aquele a quem o Pai
santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas porque disse: Sou Filho de
Deus?,” referindo-se ao Salmo 82,v 6.
Portanto, Jesus recitou o Salmo 22 que profetizou,
descreveu o término da sua Missão; na visão do médium Davi que interpretou a
cena que assistia e como estaria se sentindo Jesus que na sua avaliação estaria
sendo abandonado por Deus; como outras partes da Escritura haviam previsto seu
nascimento e várias passagens da sua Missão.
Não poderíamos deixar de lembrar ao final deste
artigo segundo o Espiritismo, as palavras de Kardec na introdução da Gênese:
“Generalidade e concordância no ensino, esse o caráter essencial da doutrina, a
condição mesma da sua existência, donde resulta que todo o princípio que ainda
não haja recebido a consagração do controle da generalidade não pode ser
considerado parte integrante dessa mesma doutrina. Será uma simples opinião
isolada, da qual não pode o Espiritismo assumir a responsabilidade.”
Posto isto, enfatizamos; esta é a nossa visão do
assunto, existem outras. Nenhuma delas representa ainda a visão do Espiritismo
sobre o assunto, porque falta a consagração do controle da generalidade. Nossa
colaboração visa unicamente, tentar cooperar para que algum dia haja esta
consagração sobre este tema.
Luiz Pessoa Guimarães
Bibliografia: A Bíblia Sagrada
Tradução de João Ferreira de Almeida Imprensa
Bíblica Brasileira. 1962 – 14ª Impressão.
http://vademecumespirita.com.br/goto/store/index.aspx?SID=Imagenet
O Centro Espírita Astral Superior mantem estudos
Doutrinários às quartas feiras, frequência livre para quem tenha interesse em
conhecer o Espiritismo.
O horário é das 20h00 às 21h30.