segunda-feira, junho 24, 2013
O ASTRAL junho 2013
O
ASTRAL
Ano
XX – Número 231– Distribuição Gratuita – Junho 2013
Órgão
Oficial de Informação do Centro Espírita Astral Superior
Declarado
de utilidade pública municipal pela Lei 2.076 de 09 de Outubro de 1986
Rua
5-A nº 352 – Vila Alemã – Rio Claro – SP CEP 13 506-662
Imediatismo
Gonzaga
O
momento que passa a nossa civilização é extremamente imediatista. Passamos
décadas criando o sistema consumista e inculcando na mente popular a
necessidade do consumo desenfreado.
O
processo se estabeleceu após a segunda guerra mundial e vem crescendo de forma
absurda.
A
população em geral educou-se desta forma e para que se tenha uma ideia disto
que exponho procure refletir um pouco. Em meados dos anos sessenta você ouvia
falar dos grandes e morosos computadores IBM no início da informática.
Ora,
a saga dos construtores numa desenfreada corrida para obter lucros, acrescenta
detalhes à máquina, de forma que hoje você adquire um computador e dias depois
está desatualizado, tal o avanço da técnica. Bem, o que quero dizer com isto!
Quero
demonstrar que este intenso e desregrado imediatismo está matando o ser humano
criativo e inteligente, que não pode ser manipulado como uma máquina. Então, os
astutos, aqueles que nada perdem, pois visam à riqueza, estes passam ao domínio
e aparentemente tudo sabem. Acontece que a civilização tem necessidades,
materiais e psíquicas, que não podem ser resolvidas simplesmente atualizando e
deletando os vários e complexos problemas de relacionamento.
Sem
contar a necessidade de contribuirmos para a cultura dos mais lentos no avanço
intelecto-moral, que ainda acreditam na necessidade de um deus guerreiro,
sanguinário, ao qual devotam sua vida e ao qual entregam seu corpo e sua alma
com vistas ao paraíso eterno às sete virgens à que tem direito.
Sabemos
nós que estas disputas de raça e de credo, são efeitos de uma causa
antiquíssima, que segundo relato bíblico teria se estabelecido na divisão da
família de Abraão. Iniciada com derramamento de sangue e, portanto com lutas
espirituais de forte cunho vingativo por força da moral enfraquecida pelos
interesses materiais. Arrastam-se pelos costumes dos povos até os dias de hoje,
enquanto não dermos conta de fazermos um crescimento mais condizente com a
capacidade humana de sedimentar os conhecimentos e praticá-los na vida de
relação, esta insegurança violenta estará habitando o nosso planeta.
É
preciso acordar para esta realidade oferecendo oportunidades dignas de
trabalho, e iniciando já a cultura do comedimento e da ponderação, da saciedade
de nossos desejos. Pela cultura da ideia de buscarmos o que realmente nos seja
necessário à nossa sobrevivência material sem nos descuidarmos do Espírito.
A
evolução material e o enriquecimento são necessários, mas não devem estar no
plano das necessidades imediatas. É preciso avançar, porém não descuidar de
ninguém.
A
cultura de um povo está nas pequenas, mas indispensáveis atitudes de todo o
povo. E principalmente daqueles mais evoluídos.
O Plantador de Arroz 08/09/2009
Amilcar Del Chiaro
Você
já orou hoje?
Como
é a sua prece?
Laudatória?
Cheia
de pedidos de soluções dos seus problemas?
De
agradecimento por aquilo que a vida lhe oferece?
Uma
entrega total ao Criador?
Ou
apenas uma exclamação: Pai, abençoai-me!
Ou
você não ora, acha que é tolice?
Saiba
que a prece revigora nossa vontade, nosso desejo de crescer, evoluir, liga-nos
aos seres superiores do universo e aos nossos amados que nos precederam na
grande viagem para o além.
Há
muitos modos de orar, mas é essencial que a prece tenha suas raízes no coração.
Alguns
oram cantando, outros fazem longas e repetitivas orações, há os que oram
educando, curando, trabalhando em favor da humanidade.
Outros
oram plantando flores e alimentos.
Existe
um quadro, não sabemos qual foi o artista que o concebeu, que retrata um
asiático com água até os joelhos, dorso nu, o sol queimando lhe a pele, tronco
fletido, plantando arroz.
Um
homem admirando esse quadro, disse: Se isto não for orar, então eu não sei o
que é orar.
Oremos
e trabalhemos pela paz.
Tal
qual o plantador de arroz, mergulhemos no trabalho de pacificar o mundo. Isto
também é oração.
Vamos
reagir contra a violência, mas que seja com muito amor.
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O horário é das 20h00 às 21h30.