sábado, agosto 03, 2013
Casal recebe bebê em programa de TV.
Casal recebe bebê em programa de TV.
EFEEFE – sex, 2 de ago de
2013..
P. Miranda.
Islamabad, 2 ago (EFE).- Um
dos programas de maior audiência da televisão do Paquistão dá bebês que esperam
pela adoção e estão em uma entidade beneficente chamada Chhipa.
O diretor da instituição
defendeu nesta semana a iniciativa e afirmou que não vai parar. "É uma
forma de conscientizar a sociedade paquistanesa sobre a necessidade de não
abandonar os bebês como se fossem animais", disse Ramzan Chhipa, também
fundador da associação.
Apresentado pela maior estrela
da TV paquistanesa, Aamir Liaquat, o programa faz um coquetel muito bem
sucedido de religião e entretenimento e tem milhões de telespectadores
diariamente.
O concurso de perguntas sobre
o islã que dá todo tipo de prêmios, de eletrodomésticos a automóveis, incluiu
recentemente uma nova atração: a entrega ao vivo de bebês abandonados para
novos pais.
"Os dois casos até agora
foram famílias que já tínhamos pesquisado e que tinham entrado com um pedido de
adoção, como milhares, mas eles não sabiam que a criança ia ser entregue a eles
ao vivo" declarou Chhipa.
"Amanhã teremos outro
bebê, uma criança que acabamos de encontrar no lixo", acrescentou,
garantindo que vai continuar dando as crianças da instituição na TV se
"continuarem pedindo".
Chhipa insistiu que a entidade
não recebe nada do canal ou do programa e que a iniciativa polêmica é puramente
de conscientização social.
Nos dois episódios já
exibidos, as crianças foram levadas nas mãos do apresentador, como um cheque ou
um prêmio, e entregues aos novos pais, que estavam na platéia.
O quadro repercutiu muito na
imprensa internacional, mas passou quase despercebido para os veículos locais,
o que provocou críticas nas redes sociais.
"É vergonhoso",
publicou um homem no perfil da associação em uma rede social, que acusou Chhipa
de "salvar bebês com uma mão e brigar por publicidade barata com a
outra".
Fontes da Unicef no Paquistão
reconheceram a inexistência de estatísticas confiáveis sobre o abandono de
crianças em um país que não possui legislação sobre adoção como a dos países
ocidentais.
"Encontramos ou nos
trazem mais de dez bebês por mês", contou Chhipa, que disse que a polícia
é avisada em todos os casos. Ele revelou, no entanto, que não tenta encontrar a
família da criança, só procura por outros pais.
O polêmico "Amán
Ramadán", que diariamente ocupa mais de seis horas do horário nobre da
emissora "Geo", é a versão estendida do programa de Liaquat, exibido
o ano inteiro no mesmo canal.
O sucesso televisivo recebeu
algumas críticas por forçar, até o limite do grotesco, a encenação religiosa
para o entretenimento. O programa chegou a mostrar ao vivo a conversão ao islã
de cidadãos hindus para a euforia do público e dos ulemás, que sempre estão
junto a ele no palco.
De aspecto beato e
supostamente devoto do islã, Liaquat, que gosta de ser chamado de doutor,
esteve a dois anos no centro de uma polêmica depois que vazou um vídeo feito
durante o intervalo do programa em que faz piadas pouco religiosas sobre os
ulemás do palco.
"É um professor que não
ensina, um doutor sem título, parte padre e parte 'prima donna'. É,
definitivamente, uma estrela que só podia surgir no Paquistão", escreveu o
colunista Assad Rahim Khan semana passada no jornal local "Express
Tribune". EFE
Casal recebe bebê em programa
de TV..
P. Miranda.
Islamabad, 2 ago (EFE).- Um
dos programas de maior audiência da televisão do Paquistão dá bebês que esperam
pela adoção e estão em uma entidade beneficente chamada Chhipa.
O diretor da instituição
defendeu nesta semana a iniciativa e afirmou que não vai parar. "É uma
forma de conscientizar a sociedade paquistanesa sobre a necessidade de não
abandonar os bebês como se fossem animais", disse Ramzan Chhipa, também
fundador da associação.
Apresentado pela maior estrela
da TV paquistanesa, Aamir Liaquat, o programa faz um coquetel muito bem
sucedido de religião e entretenimento e tem milhões de telespectadores
diariamente.
O concurso de perguntas sobre
o islã que dá todo tipo de prêmios, de eletrodomésticos a automóveis, incluiu
recentemente uma nova atração: a entrega ao vivo de bebês abandonados para
novos pais.
"Os dois casos até agora
foram famílias que já tínhamos pesquisado e que tinham entrado com um pedido de
adoção, como milhares, mas eles não sabiam que a criança ia ser entregue a eles
ao vivo" declarou Chhipa.
"Amanhã teremos outro
bebê, uma criança que acabamos de encontrar no lixo", acrescentou,
garantindo que vai continuar dando as crianças da instituição na TV se
"continuarem pedindo".
Chhipa insistiu que a entidade
não recebe nada do canal ou do programa e que a iniciativa polêmica é puramente
de conscientização social.
Nos dois episódios já
exibidos, as crianças foram levadas nas mãos do apresentador, como um cheque ou
um prêmio, e entregues aos novos pais, que estavam na platéia.
O quadro repercutiu muito na
imprensa internacional, mas passou quase despercebido para os veículos locais,
o que provocou críticas nas redes sociais.
"É vergonhoso",
publicou um homem no perfil da associação em uma rede social, que acusou Chhipa
de "salvar bebês com uma mão e brigar por publicidade barata com a
outra".
Fontes da Unicef no Paquistão
reconheceram a inexistência de estatísticas confiáveis sobre o abandono de
crianças em um país que não possui legislação sobre adoção como a dos países
ocidentais.
"Encontramos ou nos
trazem mais de dez bebês por mês", contou Chhipa, que disse que a polícia
é avisada em todos os casos. Ele revelou, no entanto, que não tenta encontrar a
família da criança, só procura por outros pais.
O polêmico "Amán
Ramadán", que diariamente ocupa mais de seis horas do horário nobre da
emissora "Geo", é a versão estendida do programa de Liaquat, exibido
o ano inteiro no mesmo canal.
O sucesso televisivo recebeu
algumas críticas por forçar, até o limite do grotesco, a encenação religiosa
para o entretenimento. O programa chegou a mostrar ao vivo a conversão ao islã
de cidadãos hindus para a euforia do público e dos ulemás, que sempre estão
junto a ele no palco.
De aspecto beato e
supostamente devoto do islã, Liaquat, que gosta de ser chamado de doutor,
esteve a dois anos no centro de uma polêmica depois que vazou um vídeo feito
durante o intervalo do programa em que faz piadas pouco religiosas sobre os
ulemás do palco.
"É um professor que não
ensina, um doutor sem título, parte padre e parte 'prima donna'. É,
definitivamente, uma estrela que só podia surgir no Paquistão", escreveu o
colunista Assad Rahim Khan semana passada no jornal local "Express
Tribune". EFE
