quinta-feira, janeiro 09, 2014
O Espiritismo na Bíblia
O Espiritismo na Bíblia
Fátima Farias
O teólogo e professor
universitário paraibano Severino Celestino da Silva não aceita críticas sem
fundamentos lógicos. Cansado de ouvir falar que a Bíblia condena o Espiritismo
consultou 16 Bíblias e ali encontrou disparidades de conteúdo. Lembrou-se das palavras
de São Jerônimo: “A verdade não pode existir em coisas que divergem”. Decidiu
mergulhar na fonte hebraica da Bíblia, comparou com as versões em grego e
latim, e descobriu que as traduções apresentam conceitos políticos e pessoais
dos seus tradutores, que comprometeram sua autenticidade. Debruçou-se na
pesquisa, teve a ideia de reunir o resultado no livro Analisando as Traduções
Bíblicas, que aponta as distorções ocorridas nos textos sagrados de Moisés até
hoje. A obra teve tamanha repercussão pelo Brasil afora e até no exterior (três
edições em menos de dois anos), que já recebeu proposta para editá-lo em
espanhol e esperanto.
Ele consultou ainda 103
referências bibliográficas, que colocam o Espiritismo no seu devido lugar
perante a Bíblia, provando também que os fenômenos mediúnicos, a reencarnação e
as bases do Espiritismo, ressaltam dos textos sagrados. Precavido, ainda foi
buscar o aval do israelense Gad Azaria, que revisou os textos em hebraico.
Celestino revela que na Bíblia se encontra toda a crença da reencarnação, por
parte dos profetas e do povo hebreu, em todas as épocas, e do próprio Cristo
que pregava sobre o retorno do espírito noutro corpo, inclusive afirmando,
textualmente, que João Batista era o Elias que já vivera no tempo dos Reis de
Israel e que havia voltado reencarnado no corpo de João Batista. Dos 23
capítulos do livro, oito se referem à reencarnação na Bíblia.
Celestino considera a Bíblia o
livro mais fantástico do universo, por possuir um conteúdo moral, religioso e
de relacionamento do homem com Deus indiscutível, porém constata que ainda é
muito incompreendida pelo homem. “A Bíblia hoje em português representa uma
verdadeira ‘Torre de Babel’ e se perde aquele que busca entender a sua
mensagem. Este foi o motivo que me levou a escrever este livro que traz
verdades importantes para quem quer seguir um Deus único, misericordioso,
infinitamente justo e bom e sobretudo Amor. É um livro que mostra ainda a
inexistência de religiões na Bíblia, bem como a inexistência de condenação à Doutrina
Espírita. Ele leva você a refletir sobre o amor, a prática da caridade, o amor
ao próximo e que a fé sem obras em si é morta”, explica.
As religiões tradicionais
costumam argumentar que a Bíblia não se refere ao Espiritismo, mas Celestino
tem a resposta: “Realmente a Bíblia não apresenta, em nenhuma de suas páginas,
referência ao Espiritismo, de onde logicamente se conclui que não poderia
proibir a sua prática ou condená-lo. Seria até uma incoerência. A Doutrina
Espírita foi codificada por Allan Kardec em 1857, já a Bíblia foi escrita há
quatro mil anos atrás, como poderia condenar uma doutrina que surgiria tanto
tempo depois? O que encontramos em todas as suas páginas são fenômenos
mediúnicos incontestáveis e realizados pelos profetas que eram, na verdade,
grandes médiuns”.
Esclarecendo Deuteronômio
Celestino ainda aponta o
discurso dos opositores do Espiritismo, que se utilizam do Deuteronômio para
ilustrar e justificar suas posições discriminatórias em relação à doutrina
kardecista. Ele esclarece essa utilização do livro bíblico. “O Deuteronômio é
um livro fantástico. É nele que existe um maravilhoso e incontestável legado
para a humanidade: os Dez Mandamentos. Foi nele que Deus registrou a Primeira
Aliança. Mas, as pessoas querem ligar as recomendações de Moisés, feitas para o
povo Judeu há quatro mil anos no deserto do Sinai, como se fossem dirigidas
para os espíritas, que nem existiam naquela época. Eu tenho o maior respeito
pelo Deuteronômio, mas é um livro do Judaísmo e sendo o Espiritismo uma
religião cristã, como pode ser condenado por uma religião judaica?
“Examinando-se com atenção o
Deuteronômio em sua língua original, você vai observar que ele apresenta, com
relação à proibição de consulta aos mortos, o mesmo rigor e respeito
apresentado por Alan Kardec no Livro dos Médiuns, (questões 273, 274 e 275).
Portanto, qualquer coisa fora disto é desconhecimento ou má fé de quem assim se
pronuncia”.
Para as pessoas que insistem
em afirmar que o Espiritismo não é uma religião cristã, ele reage: “Só quem não
conhece o Espiritismo pode fazer tal afirmativa. Os postulados da Doutrina
Espírita são todos baseados em princípios cristãos. O Espiritismo complementa o
Cristianismo e nos mostra ainda claramente de onde viemos, o que estamos
fazendo na terra e para onde iremos. Toda a prática espírita é gratuita, dentro
do princípio do Evangelho: ‘Dai de graça o que de graça recebeste’ (Mt. 10,8).
A moral que o Espiritismo prega é a moral cristã, ditada pelo Cristo, o maior
espírito que habitou o nosso planeta.
“O Espiritismo nos ensina que
somos espíritos imortais e quer estejamos na terra, quer no mundo espiritual,
trabalhamos ativamente para alcançar a perfeição. O Espiritismo respeita todas
as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela
confraternização entre todos os homens, independentemente de sua origem, cor,
nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que o
verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei da justiça, do amor e da caridade,
na sua maior pureza. O Espiritismo nos demonstra que a justiça divina é
rigorosamente cumprida, havendo recompensa para os bons e cobrança para os
maus. (Mt. 5,25; Efé. 6,8 e 9; Col 3,25; Tia.2,13; Gál. 6,6-8). E nos mostra
também que não há penas eternas. O espírito culpado, logo que se arrependa do
mal que praticou, obtém a condição de repará-lo. Neste sentido, é preciso
trabalhar para corrigir o mal que foi praticado contra o semelhante”.
E ainda, com relação às
confusões feitas pelos opositores do Espiritismo, Celestino esclarece: “O
Espiritismo não possui hierarquia religiosa, não tem sacerdotes, nem rituais ou
formas de culto exterior e nem queima de incenso ou velas, não usa amuletos ou
similares, altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões
de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo,
talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou
quaisquer outros objetos. Em resumo, o Espiritismo é o Evangelho redivivo de
Jesus”.
As provas da reencarnação
Dos 23 capítulos do livro de
Celestino, oito se referem à reencarnação na Bíblia. Eis algumas considerações:
“O rabino Arieh Kaplan afirma que: ‘Não é possível entender a Cabalá sem
acreditar na eternidade da alma e suas reencarnações’.Com o nome de
‘Transmigração das Almas’, todo o povo judeu, inclusive a corrente ortodoxa
hassídica, acredita que depois da morte a Alma reencarna numa nova forma
física. Aqueles judeus hassídicos característicos, de chapéus pretos, tranças
(peot) e longos casacos negros são pessoas que acreditam na reencarnação. O
hassidismo é uma forma de Judaísmo fundada na Polônia em meados do século XVIII
pelo rabino Israel Baal Shem Tov (1700-1760) que começou sob a liderança de Dov
Baer De Mejirech. Israel Baal Shem Tov extraiu elementos da Cabalá e espalhou
por toda Europa oriental.
“A reencarnação é uma crença
fundamental do hassidismo. Seus conceitos constam dos livros Sefer
Ha-Bahir(Livro da Iluminação), primeiro livro da Cabalá judaica e do Zohar
(Livro do Esplendor). Ambos os livros atribuem grande importância à doutrina da
reencarnação, usada para explicar que os justos sofrem porque pecaram em uma
vida anterior. Nele, o renascimento é comparado a uma vinha que deve ser
replantada para que possa produzir boas uvas. A ‘Transmigração’ emprestou um
significado novo a muitos aspectos da vida do povo judeu, pois o marido morto
voltava literalmente à vida no filho nascido de sua mulher e seu irmão, num
casamento por Levirato. A morte de crianças pequenas era menos trágica, pois
elas estariam sendo punidas por pecados anteriores e renasceriam para uma vida
nova. Pessoas malvadas eram felizes neste mundo por terem praticado o bem em
alguma existência prévia”.
“Prosélitos do judaísmo eram
almas judaicas que se haviam encarnado em corpos gentios ou pagãos. Ela também
permitia o aperfeiçoamento gradual do indivíduo através de vidas diferentes. O
Zohar afirma ainda que a redenção do mundo acontecerá quando cada indivíduo,
através de ‘Transmigração das Almas’ (reencarnações), completar sua missão de
unificação. Ele nos diz que o termo bíblico ‘gerações’ pode ser substituído por
‘encarnações’. Baseados nestes conceitos, os cabalistas desenvolveram a sua
própria interpretação sobre a aliança que Deus fez com Abraão e sua semente.
Deus disse: ‘Estabelecerei o meu concerto entre mim e ti, e a tua semente
depois de ti, nas suas gerações, por concerto perpétuo’. Acreditavam que Deus
havia feito esta aliança com a semente de Abraão não apenas por uma vida, mas
por milhares de encarnações”.
- E para os que não acreditam
na visão da Cabalá, como é que fica?
- O Antigo Testamento,
responde Celestino, apresenta várias referências sobre a reencarnação.
Citaremos aqui a passagem em que Deus diz ao profeta Jeremias que o conhecia
antes dele ser concebido. ‘Antes mesmo de te formar no ventre de tua mãe, eu te
conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei; Eu te constitui profeta
para as nações’. (Jer. 1,5). Esta passagem sugere que a alma de Jeremias já
existia antes de seu nascimento no século VI antes de cristo. Na Bíblia, se
encontra toda a crença na reencarnação por parte dos profetas, de David, do
povo hebreu em todas as épocas e do próprio Cristo que nunca negou a
reencarnação. Pelo contrário, em Mateus 11,13 e 14 Ele afirma textualmente que
João Batista era o Elias que já vivera no tempo dos Reis de Israel e que havia
voltado reencarnado no corpo de João Batista . Veja os versículos na íntegra:
‘Porque todos os profetas bem como a Lei profetizaram até João. E, se quiserdes
dar crédito, ele é o Elias que devia vir’. Mt. 11,13 e 14. Palavras do Cristo.
Quem quiser que as negue, eu não me atrevo. Temos ainda em toda a Bíblia
passagens do Gênesis ao Apocalipse que mostram a certeza na volta da alma ou
espírito em outro corpo e que tanto os profetas como os judeus ortodoxos até
hoje ainda acreditam.
Passagens da Ressurreição
Segundo Celestino, a
Ressurreição, em princípio, é definida como o retorno da alma ao corpo que
parecia estar morto. “Na Bíblia existem oito casos de ressurreição. Três casos
ocorrem no Velho Testamento, o primeiro é narrado no I livro dos Reis cap. 17
vers. 21 e 22, (a ressurreição do filho da viúva por Elias). O segundo no II
livro dos Reis 4,32-37 (a ressurreição do filho da mulher Sunamita por Eliseu)
e o terceiro também no II livro dos Reis 13,20 e 21. (ressurreição de um homem
cujo cadáver tocou nos ossos de Eliseu) No Novo Testamento temos outros cinco
casos de ressurreição. Três foram realizados por Jesus, o Cristo, como está
narrado nos Evangelhos: ressurreição da filha de Jairo, o chefe da Sinagoga,
narrado em Mateus 9,18-25; a ressurreição do filho da viúva de Naim (Lucas 7,
11-17) e a ressurreição de Lázaro (João 11, 1-43). As outras duas ressurreição
foram realizadas por Pedro e por Paulo respectivamente, narrados nos Atos dos
Apóstolos 9,36-42 e 20, 7-12. Existe uma corrente que prega a ressurreição como
ocorrendo no último dia e com o mesmo corpo que se viveu. Isto não é
verdadeiro.
“Na verdade, o que se traduz
como ressurreição na Bíblia, com exceção dos casos citados, significa
reencarnação, pois a ressurreição ocorre com o perispírito ou corpo espiritual
como fala Paulo aos Coríntios na sua I carta, cap. 15, 35 a 53. A Igreja
Católica recita todos os dias na missa, o Credo de Nicéia, que ao ser criado em
325 da nossa era, aceitava a reencarnação e por isso cita ‘creio na
ressurreição da carne’. O mesmo ocorre com outras passagem bíblicas que foram
adaptadas aos conceitos e crenças pessoais de quem as traduziu. No entanto,
Paulo de Tarso foi bem enfático ao afirmar que ‘a carne, e o sangue não podem
herdar o Reino de Deus’. Orígenes, discípulo de São Clemente de Alexandria,
analisando a Paulo, concluiu que quem ressuscita é o perispírito ou corpo
espiritual. O corpo material é entregue a terra para ser destruído e o espírito
ou alma vai a Deus”.
A sobrevivência do espírito
Celestino afirma que a
imortalidade da alma também consta na Bíblia, sendo uma crença dos gregos, dos
egípcios, hindus, chineses e outros povos. Nos Salmos de David existem muitas
citações, que expressam sua crença no Sheolou Inferno, só que como uma passagem
temporária, jamais como uma região de tormentos eternos. David lançou,
juntamente com os profetas, o conceito de ‘Olam ha-bá’ que significa ‘Mundo por
Vir’, que era o mundo espiritual da alma, após a morte, no celestial Jardim do
Éden. David foi ungido rei por Samuel, filho de Ana e de Elcana. No I livro de
Samuel cap. 2,6, encontra-se o cântico de Ana onde está escrito: ‘O Senhor dá a
morte e a vida, faz descer ao Sheol e de lá voltar. David cita em vários dos
seus Salmos este conceito. O Cristo nos Evangelhos mostra claramente e em
muitas citações a certeza da existência e sobrevivência da alma após a morte.
‘Ora é esta a vontade daquele que me enviou: que Eu não deixe perecer nenhum
daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia’ (João 6,39). Existe,
neste evangelho, de uma maneira geral, a promessa e a certeza de que todos
chegarão um dia à Deus. A parábola do homem rico e Lázaro é uma prova da
sobrevivência do espírito (Lc. 12,13). O juízo final em Mateus 25, 31-46 é
outra, e assim sucessivamente.
O Evangelho Segundo o
Espiritismo
Muitos questionam por que a
Doutrina Espírita criou o livro O Evangelho Segundo o Espiritismo ao invés de
seguir a Bíblia. Celestino tem a resposta: “Este é mais um conceito errôneo de
quem não conhece o Espiritismo. O Evangelho Segundo o Espiritismo é uma
coletânea de versículos extraídos da Bíblia e interpretados pelos espíritos. É
um livro de orientações maravilhosas para as dificuldades da vida. Possui 28
capítulos, onde setenta por cento dos ensinamentos foram extraídos do Sermão do
Monte, o maior legado que Cristo nos deixou e composto por ensinamentos que são
aceitos por todos os cristãos. Os outros versículos são retirados dos
Evangelhos e até da Primeira Aliança (Antigo Testamento), pois o seu XIV
capítulo, ‘Honrar Pai e Mãe’, foi retirado do Êxodo 20,12. Portanto, não se
trata de uma Bíblia dos Espíritas, mas de um roteiro moral e de muita luz
retirados diretamente das páginas da Bíblia.
A Terceira Revelação
Sobre o fato do Espiritismo
ser considerado a terceira revelação, Celestino explica que existem três
revelações divinas no universo: “A primeira revelação foi feita através de
Moisés no Monte Sinai que são os ‘Dez Mandamentos’. Na seqüência, os profetas
predisseram a vinda do Cristo que nos legou a segunda revelação que foi o
Evangelho. E foi o próprio Cristo quem predisse a terceira revelação: o
Espiritismo. No capítulo 14 do Evangelho de João, em suas despedidas
registrando nos versículos 15 a 17, Jesus deixa uma das suas mensagens finais:
‘Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos
dará um outro Paráclito, para que fique eternamente convosco. É o Espírito da
Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece: mas vós o
conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós’.Cita ainda o Cristo
nos versículos 12 a 14 do capítulo 16 do Evangelho de João: ‘Muitas coisas
ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. As verdades do
Espiritismo ainda não são aceitas por muitos. Quando vier o paráclito, o
Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si
mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. Ele me
glorificará, porque receberá do que é meu, e vô-lo anunciará’.
“O profeta Joel, que viveu 750
anos A.C. (cap. 3, 1 a 5) (algumas Bíblias traduzidas, trazem Joel 2,28) foi
quem primeiro profetizou a chegada dos dons da profecia, ou seja, da
mediunidade e do Espiritismo. O texto é o seguinte: ‘Depois disto derramarei o
meu espírito sobre toda carne: vossos filhos e vossas filhas profetizarão;
vossos velhos terão sonhos, e vossos jovens terão visões; e também derramarei o
meu espírito sobre os escravos e as escravas. Tudo isto é predito também pelo
Cristo, como vimos acima, e o fato ocorre com os discípulos na reunião do
Pentecostes e está narrado em Atos 2, 1-21”.
A salvação segundo o
Espiritismo
Celestino analisa a questão da
salvação sob a ótica espírita como sendo uma conquista diária. Esclarece: “Nós
preparamos o nosso caminho todos os dias para o nosso reencontro com Deus. É
lógico que, em princípio, a salvação é para todos, porém segundo o nosso
proceder, uns chegam primeiro outros depois, porém todos chegam. ‘Abandone o
ímpio o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos, e volte para Deus, pois
terá compaixão dele, e para o nosso Deus, porque é rico em perdão’ (Is. 55,7).
Cristo acrescenta: ‘Assim é a vontade de vosso Pai celeste que não se perca um
só destes pequeninos’ (Mt. 18,14). ‘Em verdade vos digo, os publicanos e as
meretrizes vos precedem no reino de Deus’ (Mt.21, 31). Aqui o Cristo deixa bem
claro que todos entrarão no reino dos Céus, até os publicanos e as meretrizes.
Entrarão depois, mas que entrarão não se tem a menor dúvida”.