segunda-feira, agosto 11, 2014
O ASTRAL
O
ASTRAL
Ano
XXI – Número 245– Distribuição Gratuita – Agosto 2014
Órgão
Oficial de Informação do Centro Espírita Astral Superior
Declarado
de utilidade pública municipal pela Lei 2.076 de 09 de Outubro de 1986
Rua
5-A nº 352 – Vila Alemã – Rio Claro – SP CEP 13 506-662
Os Médiuns e os Grupos
Os fatos são mais úteis, mesmo
quando contestados, do que as teorias dadas, mesmo quando defendidas.
Homphry
Davy.
O público, mais inclinado à crítica
do que ao estudo, é composto da imensa massa de ignorantes que forma em todos
os países uma maioria considerável. Tal pontífice, que condena sem remissão os
fatos que lhe são completamente estranhos, não poderia ter uma opinião pessoal
e se, numa manhã, ele não tiver tido tempo de ler o jornal, ei-lo totalmente desamparado,
incapaz de saber o que deve pensar sobre os acontecimentos do dia. Ora, como a
maioria dos jornais não mostra mais que ignorância e incompetência, tem-se que
a opinião pública é completamente distorcida a respeito de questões das mais
importantes.
Então, critica-se o espiritismo; e criticar-se-á
por muito tempo ainda, sem que se procure compreendê-lo; folheiam-se alguns
livros, algumas revistas, enche-se o cérebro de teorias mal assimiláveis;
fica-se, assim, livre da reflexão, mas conserva-se o direito de discutir, de
negar, de censurar e com base em conclusões dadas por elucubrações de algumas
pessoas que não são lá muito sérias; ao passo que seus fundamentos verdadeiros
se encontram em trabalhos de pensadores eminentes: Allan Kardec, W. Crookes, Wallace, Lodge, Myers, Hodgson, Hyslop, Zôllner etc.
Esses homens estavam bem longe de
ter a fé – aquela que cega. Ao contrário, todos eles foram, a princípio,
energicamente desfavoráveis e foi somente depois de 20 ou 25 anos de pesquisas
pessoais (exemplo: Lodge) que eles formularam sua opinião, despojaram suas armas,
se deram por vencidos em termos definitivos. Os fenômenos mais importantes, os
mais indiscutíveis, foram obtidos por esses intelectuais no início estranhos ou
hostis e finalmente convertidos ao espiritismo. Esses homens, classificados de
apóstolos, dados por dogmáticos, o foram muito menos na afirmação que seus
adversários na negação. Eles tinham o direito de afirmar, porque eles sabiam,
enquanto que os outros não tinham o direito de negar, porque ignoravam.
Qual poderia ser então, o valor de
argumentos de um Maeternlinck entendendo que não se encontra na revelação dos
espíritos nada que permita que se creia em sua realidade? De que peso pode ser
a opinião de outros personagens também incompetentes, porém de menor envergadura,
os quais “veem nos ditos espíritos apenas dejetos, tipos de cascas astrais que,
depois da morte, realizam inversa e paralelamente o processo de formação
embrionária que se desenvolve desde nosso nascimento e que é agora um fenômeno
de decomposição. O grande erro da hipótese espírita ortodoxa, diz-se ainda, é o
de querer prolongar no além a ilusão de nossa individualidade, de nosso pequeno
eu que é em si uma deficiência e uma limitação”.
Vá se situar em tal padecimento!
Nós não vemos com bons olhos a
recusa em crer nos espíritos, mas admitimos sem esforço as cascas astrais; esse
“processo inverso e paralelo” aparece tão límpido quanto a famosa luta de negros
num túnel e o debate não consegue vencer na claridade. Que um cético “prefira
se sentir à vontade em um grande Todo do que desconfortável no grande erro
espírita”, isso é por conta dele. Mas, a princípio, não é certo que tenhamos
escolha.
Quanto a dizer que os espíritas
“querem prolongar no além a ilusão de sua individualidade”, o fazem a fundo
perdido; é o que eles mais querem. Eles constatam simplesmente uma verdade que
se torna a cada dia mais evidente à medida que o campo de seu conhecimento
aumenta pela experimentação.
É, de fato, pela experimentação que
se deve estudar o espiritismo.
Não é necessário o uso de aparelhos
complicados, mas um instrumento humano, o MÉDIUM, que é um ser difícil de
encontrar, mais difícil ainda de manejar, geralmente suscetível e sensível. É
preciso perdoar quaisquer pequenos defeitos, lembrando da espécie falha da qual
ele faz parte e à qual todos pertencemos.
O médium é dotado de uma faculdade
particular que lhe permite, pela exteriorização de sua energia psíquica,
conhecer alguns fatos passados, presentes ou futuros; entretanto, não todos, pois
no que se relata a ele há particularidades que, evidentemente, não puderam vir
a sua consciência pela via dos sentidos, mesmo hiperestesiados.
Trecho do livro: Escutemos os
mortos
Vidência e incorporações.
Identificação dos espíritos. Estudo crítico e provas experimentais da vida após
a morte
Gabriel Delanne e G. Bourniquel
Sinopse da obra
Na obra “Escutemos os mortos”, os
autores trazem diversas manifestações mediúnicas no intuito de apresentar aos
intelectuais da época a seriedade e a veracidade das mesmas.
As manifestações consistiam
basicamente na interação com entes desencarnados que narravam a sua experiência
pós-morte. Todas eram controladas por assistentes e, em momento posterior,
aferiam-se as informações trazidas pelos espíritos desencarnados, de modo que
pudessem ser tratadas como evidências a serem consideradas por grupos de
intelectuais céticos.
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