terça-feira, maio 09, 2017
O Segundo Sábio!
O Segundo
Sábio!
Mêncio
(371 a.C – 289 a.C), grande filósofo chinês, era considerado o segundo sábio (o
primeiro fora Confúcio, que vivera 200 anos antes).
Embora
tenha esposado os postulados confucianos, Mêncio conseguiu respeito por seus
próprios méritos.
Suas
ideias tiveram grande aceitação na China, principalmente após o aparecimento do
neoconfucionismo nos séculos XI e XII.
Passou
grande parte de sua vida viajando por toda a China, aconselhando sabiamente os
soberanos daquele país. Sabe-se que fora funcionário do governo de Ch’i, mas
não chegara a ocupar cargos permanentes e que envolvessem planejamento
governamental.
Idealista,
otimista, em seus discursos apregoava que a natureza humana é boa e que um
governante deve comandar seu povo pelo exemplo moral e não pela força.
Mêncio
fora um homem do povo, prova disso é uma de suas frases mais conhecidas – “Os
céus veem o que o povo vê, os céus ouvem o que o povo ouve”.
Afirmava
em alto e bom som que o governo deve oferecer ao povo orientação moral e
condições básicas para uma vida com dignidade.
Cuidar dos
recursos naturais, prover os incapazes, auxiliar os idosos, preocupar-se com o
cidadão...
Para
Mêncio, verdadeiro líder é aquele que, se preciso for, sacrifica seus desejos
individuais em prol do bem coletivo.
Ideias
avançadas para sua época, Mêncio certamente fora um desses vanguardeiros do bem
que vêm espalhar benesses pela face da Terra.
Escreveu
em chinês, portanto, suas ideias não tiveram grande influência no ocidente,
todavia, eis uma boa dica para nós e nossos governantes – seguir os exemplos
idealistas de Mêncio.
Temos a
tendência de nos eximir da culpa, temos o hábito de colocar a responsabilidade
pelos insucessos de nossa nação nos homens que nos dirigem, todavia, é salutar
lembrar que esses homens que nos dirigem não vieram de Marte, Júpiter ou
Saturno, nada disso, são eles: crias de nossa sociedade, filhos das ideias
preconceituosas que durante séculos a fio propagamos.
Engana-se
quem pensa que a corrupção está presente apenas no Legislativo, Executivo ou
Judiciário; se estamos a conviver diariamente com a corrupção e o desrespeito é
porque eles estão impregnados em todos os ramos de nossa sociedade.
Para que
as coisas se encaixem, mister se faz um olhar mais consciente para dentro de
nós mesmos, porquanto, apenas modificando nossas disposições íntimas livraremos
o país em que vivemos desse caos social.
Wellington
Balbo
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